FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA

 

 

ROSIMEIRE MOREIRA QUINTELA –RU419034

 

 

 

RELATÓRIO DE ESTÁGIO PSICOPEDAGÓGICO CLÍNICO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010


ROSIMEIRE MOREIRA QUINTELA –RU419034

 

 

 

 

 

 

 

 

RELATÓRIO DE ESTÁGIO PSICOPEDAGÓGICO CLÍNICO

 

 

 

 

 

Relatório de Estágio Clinica apresentado como requisito parcial para obtenção do titulo de especialista do curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clinica Institucional, da faculdade internacional de Curitiba – Facinter.

Prof.ª Me Mari  Ângela Calderari Oliveira, ou

Prof.ª Liliane Salles

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010

 

FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA

 

 

 

            Relatório Final de Estágio de psicopedagogia Clínica apresentado à Faculdade Internacional de Curitiba - Facinter, como instrumento de avaliação da disciplina de Estágio Supervisionado Clinico: Prática Psicopedagógica, do curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clinica Institucional.

 

 

 

 

Nota:_______________ (    ) A = Aprovado  (    ) R = Reprovado

 

 

 

 

 

 

 

____________________________________

Profº Orientador

Responsável pela Pratica Psicopedagogica

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prova projetiva

 

 

   

Prova que o aprendente realizou copiando 

 

 

 

Prova pedagogica

 

 

  

 

 

SUMÁRIO

 

 

 

1. APRESENTAÇÃO...............................................................................          13                            

2. INTRODUÇÃO.....................................................................................          14

3. REGISTRO DA QUEIXA.....................................................................          16

4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS E AVALIAÇÃO........           20

5. PARECER DIAGNÓSTICO.................................................................          23

6. INFORME PSICOPEDAGÓGICO........................................................         25

7. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO........................................................          26

8. DEVOLUTIVA FINAL COM ENCAMINHAMENTOS............................          28

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................        29

10. REFERÊNCIAS......................................................................................     30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                               1. APRESENTAÇÃO

Ao Concluir o Estágio Supervisionado de Prática Psicopedagógica Clínica, do curso de pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional – da Faculdade Internacional de Curitiba, tendo em vista a necessidade de uma experiência prática onde se aplicou grande parte dos fundamentos aprendidos ao longo do curso, com os princípios teóricos e metodológicos estudados.

O Estágio Supervisionado foi realizado em uma escola da Rede Particular de ensino - Escola Mundo Encantado – E. M. E.  Localizada à Rua: Gaspar, 375, Bairro Jardim Petrópolis. Esta etapa, que teve a carga horária de 60 horas, deu início no dia 21 de Agosto e terminou no dia 30 de outubro de 2010.

Período de avaliação e números de sessão: Distribuídas da seguinte forma: Orientação para o estágio – 02 horas; Busca do campo de estágio – 02 horas; Anamnese – 01hora; Sessões lúdicas centradas na aprendizagem – 01 hora cada; Visita à escola do aprendente –02 horas; Aplicação de testes e atividades compondo as sessões avaliativas – 05 horas; Devolutiva para a mãe do aprendente – informe psicopedagógico e parecer diagnóstico – 04 horas; Sessões para aplicação de atividades com Intervenções – 01 hora; Análise dos resultados e elaboração de relatório – 06 horas: Devolutiva final com os devidos encaminhamentos – 03 horas; Entrega dos documentos no pólo – 01 hora.

             O relatório é composto da descrição das atividades, das observações e das experiências vivenciadas no período do estágio que foi baseado nas teorias de vários estudiosos como: Jorge Visca, Jean Piaget, Fernandez, Moojen, Bossa, Sara Pain, e outros.  Anexados neste trabalho encontram-se as fichas normatizadoras desse estágio, com as descrições das provas e algumas cópias das atividades aplicadas com o aprendente.

             As atividades de colocar em prática os conhecimentos adquiridos oportunizam aos estagiários o contato com o ambiente de trabalho, e a consciência da importância do trabalho desenvolvido, as interações novas com pessoas diferentes e a possibilidade de entrar no mercado de trabalho com um bom currículo e boas referências.

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   2. INTRODUÇÃO

Dificuldade de aprendizagem é um termo que começou a ser usado na década de 60 e até hoje - na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção das crianças em sala de aula. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que poderá afetar qualquer área do desempenho escolar.

 Na maioria dos casos é o professor o primeiro a identificar que a criança está com alguma dificuldade, mas os pais e demais membros da família devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento da criança.  Segundo especialistas, as crianças com dificuldades de aprendizagem podem apresentar desde cedo um maior atraso no desenvolvimento da fala e dos movimentos do que o considerado “normal”.

Mas os pais têm que ter cuidado para não confundir o desenvolvimento normal com a dificuldade de aprender. Segundo a psicóloga Maura Tavares Rech, especialista em psicoterapia infantil, ela afirma que "toda a criança tem um processo diferente de desenvolvimento - umas aprendem a andar mais cedo, outras falam mais cedo - e isso é absolutamente normal, não existe um 'padrão' de desenvolvimento. Portanto é sempre muito importante que os pais respeitem o desenvolvimento geral da criança. Nesta fase o pediatra torna-se um grande aliado dos pais", diz a psicóloga.

Para Weiss (2000), a prática psicopedagógica deve considerar o sujeito como um ser global, composto pelos aspectos orgânico, cognitivo, afetivo, social e pedagógico.

O aspecto orgânico diz respeito à construção biológica do sujeito, portanto, a dificuldade de aprender de causa orgânica estaria relacionada ao corpo.  O aspecto cognitivo está relacionado ao funcionamento das estruturas cognitivas. Nesse caso, o problema de aprendizagem estaria nas estruturas do pensamento do sujeito. Por exemplo, uma criança estar no estágio pré-operatório e as atividades escolares exigirem que ela esteja no estágio operatório-concreto. O aspecto afetivo diz respeito à afetividade do sujeito e de sua relação com o aprender, com o desejo de aprender, pois o indivíduo pode não conseguir estabelecer um vínculo positivo com a aprendizagem. O aspecto social refere-se à relação do sujeito com a família, com a sociedade, seu contexto social e cultural. E, portanto, um aluno pode não aprender porque apresenta privação cultural em relação ao contexto escolar. Por último, o aspecto pedagógico, que está relacionado à forma como a escola organiza o seu trabalho, ou seja, o método, a avaliação, os conteúdos, a forma de ministrar a aula, entre outros.

Já Pain (1992, p. 32) destaca que, na concepção de Freud, os problemas de aprendizagem não são erros: “... são perturbações produzidas durante a aquisição e não nos mecanismos de conservação e disponibilidade...”; é necessário procurar compreender os problemas de aprendizagem não sobre o que se está fazendo, mas sim sobre como se está fazendo.

 

             Aprendentes com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração. Moojen (1999) afirma que, ao lado do pequeno grupo de crianças que apresenta Transtornos de Aprendizagem decorrente de imaturidade do desenvolvimento, existe um grupo muito maior de crianças que apresenta baixo rendimento escolar em decorrência de fatores isolados ou em interação. As alterações apresentadas por esse contingente maior de alunos poderiam ser designadas como “dificuldades de aprendizagem”. Participariam dessa conceituação os atrasos no desempenho escolar por falta de interesse, perturbação emocional inadequação metodológica ou mudança no padrão de exigência da escola, ou seja, alterações evolutivas normais que foram consideradas no passado como alterações patológicas.

 

Já Pain (1992, p. 32) destaca que, na concepção de Freud, os problemas de aprendizagem não são erros: “... são perturbações produzidas durante a aquisição e não nos mecanismos de conservação e disponibilidade...”; é necessário procurar compreender os problemas de aprendizagem não sobre o que se está fazendo, mas sim sobre como se está fazendo.

             Geralmente quando for relacionado ao um sintoma, o não aprender possui um significado inconsciente; quando relacionado a uma inibição, trata-se de uma retração intelectual do ego, ocorrendo uma diminuição das funções cognitivas que acaba por acarretar os problemas para aprender; três. Fatores orgânicos: relacionados com aspectos do funcionamento anatômico, como o funcionamento dos órgãos dos sentidos e do sistema nervoso central; quatro. Fatores específicos: relacionados às dificuldades específicas do indivíduo, os quais não são passíveis de constatação orgânica, mas que se manifestam na área da linguagem ou na organização temporal e espacial, e outros.

De acordo com Fernández (1991) que também considera as dificuldades de aprendizagem como “fraturas” ou sintomas  no processo de aprendizagem, onde necessariamente estão em jogo quatro níveis: o corpo, a inteligência, o organismo,  e o desejo. As dificuldades para aprender, segundo a autora, seria o resultado da anulação das capacidades e do bloqueamento das possibilidades de aprendizagem de um indivíduo e, a fim de ilustrar essa condição, utiliza o termo inteligência aprisionada. Para a autora, a origem das dificuldades ou problemas de aprendizagem não se relaciona apenas à estrutura individual da criança, mas também à estrutura familiar que a criança está vinculada.  As crianças que apresentam pobre desempenho escolar e atribuem isso à incompetência pessoal apresentam sentimentos de vergonha, dúvidas sobre si.

             Assim sendo mesmo com a auto-estima rebaixada o e distanciamento das demandas da aprendizagem, caracterizando problemas emocionais e comportamentos internalizados. Como é um problema que afeta pouco as pessoas ao seu redor, este comportamento acaba sendo banalizado, sem a devida atenção e importância. A timidez é considerada comportamento internalizado, aqueles expressos “para dentro”, como depressão, medo etc. Aquelas que atribuem os problemas escolares à influência externa de pessoas hostis experimentam sentimentos de raiva, distanciamento das demandas acadêmicas, expressando hostilidade em relação aos outros. Relatam ainda que os sentimentos de frustração, inferioridade, raiva e agressividade diante do fracasso escolar podem resultar também em problemas comportamentais. Esses relatos são próprios e também são observados pela família e pelos profissionais que fazem os atendimentos.

A experiência escolar tem papel crucial na formação das autopercepções das crianças. Com isso, as que possuem dificuldades de aprendizagem apresentam um risco elevado de terem um autoconceito negativo em relação ao seu desempenho na escola. Outro ponto destacado são os problemas de socialização, elas têm menos habilidades sociais que seus colegas sem dificuldades de aprendizagem, e que estas persistem ao longo da vida escolar.

Será necessário que o psicopedagogo tenha um olhar abrangente sobre as causas das dificuldades de aprendizagem, indo além dos problemas biológicos, rompendo assim com a visão simplista dos problemas de aprendizagem, procurando compreender mais profundamente como ocorre este processo de aprender numa abordagem integrada, na qual não se toma apenas um aspecto da pessoa, mas da sua integralidade.

Diante das dificuldades de aprendizagem que apresenta um sujeito, está envolvido também o ensinante. Para isso, o problema de aprendizagem deve ser diagnosticado, prevenido e curado, a partir dos dois personagens e no vínculo. (Fernández, 1991, p. 99). Assim, cabe ao psicopedagogo voltar seu olhar para esses dois sujeitos, ensinante e aprendente, como para os vínculos e a circulação do saber entre os mesmos.

 

 

 

 3. REGISTRO DA QUEIXA

Aprendente: G. E. C. Z.

Queixa: G. E. C. Z está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, estuda no turno vespertino em uma escola da rede particular da cidade de Foz do Iguaçu. A mãe do menino apresentou a seguinte queixa: G. E. C. Z. Tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula, o que tem causado algumas convocações da mesma à escola. Não consegue ler e escrever como um aluno da sua idade faz as atividades com muita lentidão e tem pouco interesse em melhorar a sua aprendizagem, o que o talvez o leve a repetência este ano; o aluno ainda não consegue ler, reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece as noções de direito e esquerdo.

 

4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS E AVALIAÇÃO

Dia 20 de setembro de 2010 – 1h

Foi realizada a Anamnese com a mãe do Aprendente G. E. C. Z para conhecimento da queixa e aquisição de dados que nortearão o possível diagnóstico sobre as dificuldades de aprendizagem do mesmo. Na coleta das informações foram levadas em consideração as etapas do desenvolvimento do aprendente desde a gravidez até o estágio atual, bem como os aspectos sociais, sobre as doenças na infância, linguagem, vida escolar, sexualidade e outros que surgiram no decorrer da entrevista.

 

I – DADOS DO AVALIANDO

 

Nome: G. E. C. Z.

 

Data de Nascimento: 

 

Idade na Avaliação: 7 anos  

 

Estabelecimento Ensino: E. M. E.

 

Série: 1° ano

Turno: Vespertino

Escola: Mundo Encantado

Telefone: (45) 35247762

Endereço (da escola): Rua Gaspar nº 375                                                                                                                          

Pai: G. C

Idade: 48 anos

Profissão: Comerciante

Nacionalidade: Chileno

Mãe: R. Z.

Idade: 45 anos

Profissão: do lar

Nacionalidade: Brasileira

Endereço: Rua: Jundiaí

Bairro: Jardim Estrela
Indicação do tratamento: coordenadora pedagógica da escola
Indicação do nome do profissional: Faculdade Internacional de Curitiba – estagiária

 

Relatório de Anamnese

 No dia 20/09/2010, foi realizada a anamnese do aprendente G. E. S. Z. Com intuito de coletar informações sobre os seguintes aspectos: antecedentes familiares, desenvolvimento infantil, desenvolvimento sócio-afetivo e de conduta, das atividades realizadas diariamente e a queixa.

G. E. S. Z. Nasceu em setembro de 2002, filho de: R. C e G. Z. É residente à Rua Jundiaí – Bairro Jardim Estrela, Bairro Residencial de Classe Média da Cidade de Foz do Iguaçu – Pr.

Em relação à convivência familiar do aprendente, ele reside com a mãe, o pai e os irmãos. A queixa apresentada pela mãe do aprendente é que G. E. C. Z tem sete anos, e está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, mas ainda na sabe ler, escreve com dificulde, fala pouco e tem apresentado comportamento de calmaria, muito tímido na sala de aula o que tem causado algumas convocações da mesma à escola.

O apredente não consegue fazer as atividades no mesmo ritmo dos colegas e tem desinteresse em aprender a ler o que talvez o leve a reprovação este ano; o aluno ainda não consegue ler, mais reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece noções de direito esquerdo. O aprendente cursou a educação infantil o pré-escolar II, e III, só agora no 1° ano apresenta baixo rendimento escolar. Ainda desconheço a causa. Imagino que talvez seja porque ele demorou a falar, mas com o outro aconteceu o mesmo, ou seja, também demorou a falar, mas nunca demonstrou problema de aprendizagem.  A família até o momento não havia procurado acompanhamento especializado para verificação do caso e possível tratamento. Relatou a mãe.

                         Quanto à sociabilidade do aprendente ele possui amigos com faixa etária entre cinco e 10 anos, mas tem preferência por amigos mais novos. Apresenta um perfil de tímido com os adultos. Em relação à sexualidade, o aprendente manifesta muita curiosidade, pensa em namoro e até em casamento, comentou sobre casar e ter uma menina. Disse que já teve uma namorada muito bonita e também gorda como a estagiaria, sempre teve boa saúde física não existindo relatos de doenças de infância até o momento. Durante sua gestação, ocorreu tudo bem entre seus pais. Não houve problemas no parto e nem pós - natal com a criança, porém o mesmo demorou em mamar 08 dias devido à falta de leite da mãe, houve uma solicitação do médico para ela continuar tentando até o leite descer e receitou uma medicação que seria ingerida pela mãe para que pudesse amamentar o seu filho no peito.

Teve um bom desenvolvimento motor quando pequeno e sempre se alimentou bem. Não apresenta dificuldades no sono. Dorme dividindo espaço com o irmão de 10anos no mesmo quarto, a mãe e o pai dorme no quarto a o lado. Começou a freqüentar a escola aos quatro anos cursando o Pré-escolar II, ficou um tempo sem estudar estava morando no Rio de Janeiro e as escolas ficavam longe retornou esse ano no 1º ano com sete anos. Apresenta dificuldade na leitura e escrita das letras, porém os números reconhece, reconhece as cores básicas e reconhece as noções de direito e esquerdo associando a mão que escreve. Apresenta comportamento de lentidão e timidez na escola e em casa.

No relato, a mãe também diz que tem um filho de 09 anos que está na 4ª série, mas que até o momento tem um ótimo desempenho escolar nunca tirou nota baixa e consegue ajudar o irmão nas tarefas escolares como ler. E também tem uma irmã de 11 na 5ª série. E prossegui falando do G. E. S. Z ele só começou a falar de uma forma que outras pessoas pudessem entender, depois dos quatro anos. Até o momento ele não consegue pronunciar o /r/ e tem dificuldades para pronunciar palavras com mais de três sílabas. Meu filho freqüenta a educação infantil desde os quatro anos, como já mencionei tem um irmão de 09 anos que não apresentou essas dificuldades, sempre teve acesso a um ambiente que privilegiou a leitura.

             Também aos três anos o levei a uma consulta medica com o atendimento fonoaudiológico. Não tem problemas auditivos, neurológicos ou visuais. Na escola que freqüenta embora ele não esteja atingido os objetivos do primeiro ano, optou-se para que ela continuasse na série porque se verificou que houve avanço no aprendizado dele e pela questão afetiva, o bom relacionamento com a turma. Quando disseram que ele tinha problemas de aprendizagens fiquei muito triste relatou a mãe de G. E. S. Z.  Estou muito angustiada o que me leva a buscar ajuda e ter vindo participar do seu estágio, e peço desculpas  por estar ocupando muito o seu precioso tempo. Tenho um pouco de medo de rótulos, principalmente aqueles que estão na moda e atribuem toda dificuldade de aprendizagem ao fato da criança ser lenta na escola, como estão sugerindo e empurrando Ritalina aos filhos de algumas amigas minhas o que acho um absurdo a criança já e calma e toma medicamento para ficar mais calma ainda, tenho muito receio que isso aconteça comigo.

             Relatou também que o seu esposo estava viajando para o Chile em uma missão e que o garoto sente muita falta do pai. E que ela está passando por sérios problemas de saúde há pouco tempo sofreu um acidente e quebrou a perna o que dificulta a participar mais de perto das atividades escolares de seu filho, no momento essa  tarefa foi atribuída ao filho mais velho, ou seja, ao irmão.

Dia 22 de setembro de 2010 – 1h

Sessão Lúdica

O aprendente chegou à escola e foi direto a sala de maneira lúdica. Lá se encontrava dispostos materiais de uso escolar como lápis, papéis, lápis de cor, pincéis hidrocores, tinta guache, massa de modelar, e outros. Havia também brinquedos de montar (de encaixe plástico e quebra- cabeça), jogos como dama, xadrez, dominó, miniaturas de utilidades domésticas, de animais...

 No primeiro momento ele ficou meio parado olhando e ao mesmo tempo fascinado pelos materiais expostos. Apesar do encantamento demorou de tocar nos mesmos.  Foi perguntado ao aprendente o que ele gostava de fazer, quais materiais ele gostaria de usar. Ele respondeu que gostaria de pegar lápis preto, papel e de cor branca para desenhar. Pois adora desenhar as pessoas da família.

              O desenho feito pelo aprendente foi espontâneo, o mesmo quis seguir um modelo que gosta de desenhar em casa, ele no jardim com um regador falou que ganhou  da tia da escolinha – desenhou de lápis preto e pediu para tirar foto é o preferido do dele. Ele fez comentários de quem ganhou o desenho, no dia das crianças.

Durante no momento da execução da atividade verificou-se a falta de tempo para lazer, queria usar o lápis para desenhar em todas as folhas. Que estavam ao seu alcance, pedia posso brincar mais um pouco; Também apresentou sinal característico de disgrafia como traços irregulares muito fortes que quase furava o papel.

No decorrer da sessão tocou em vários os objetos à mostra, utilizou poucos; manteve uma estrutura bem organizada da atividade, principalmente quanto à pintura, pois não deixava uma parte que estava pintando por outra. Manteve-se concentrado ao realizar a atividade, trabalhou calado e não solicitou a participação da estagiária. Guardou todos os materiais voluntariamente, como estavam. Expressou que queria levar o desenho para casa para mostrá-lo à mãe e o pai.

Dia 24 de setembro de – 1h

Sessão Lúdica

O aprendente mostrou-se curioso e estava bem à vontade para conversar. Foi pedido ao aprendente que o mesmo escolhesse um material para demonstrar o que sabe. Logo se manifestou para escolher vários jogos. A estagiaria sugeriu que começasse por um e mostrou um quebra-cabeça e perguntou se ele sabia o que era e para que servia. O jogo era desconhecido para ele, mas expressou que queria montá-lo. O brinquedo era composto de 20 peças de tamanho médio e adequado para crianças a partir de 5 anos. O aprendente conseguiu encontrar as peças para montar na caixa, e montou, demorou um pouco.

No percurso da atividade demonstrou paciência, ânimo. Foi olhando para a figura que estava sendo formada, combinando as cores e quando elas estavam Corretas e que se encaixavam perfeitamente. Apesar de demorar um pouco ele concluiu a montagem sem ajuda da estagiária. Embora tendo demorado na realização da atividade, ao final relatou que gostou de vê-la realizada e que queria realizar outra vez.

 

 

 

 

Dia 26 de setembro de 2010 – 1h

 

Foi à visita na escola para observação da rotina escolar do aprendente.

O aluno chega à escola bem arrumado e acompanhado pelo irmão. Guardou o material na sala e dirigiu-se a área de estar onde ocorre diariamente uma acolhida coletiva. O aprendente demonstra entusiasmo por estar na escola, procura sentar- se nas primeiras carteiras da sala com pouco contato com os demais. Sempre traz de casa a atividade e participa da correção da mesma, sempre muito calmo, só fala se a professora solicitar. Como ainda não consegue ler, faz as atividades bem devagar e às vezes não consegue concluí-las por já está na hora de ir para casa. Fica muito triste, mas não fala nada a respeito da tarefa. Ele pouco brinca só quando a professora sai da sala para o pátio.

Verificou-se que o mesmo apresenta características de disgrafia Em relação à escrita, manifestando lentidão ao escrever, letra ilegível, escrita desorganizada, traços fortes, porem tem organização geral da folha possui orientação espacial, organização de texto, pois observa a margem. O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras é regular e liga as letras de forma adequada e com os espaçamentos.

No recreio lancha um pouco afastado dos colegas, brinca de correr e no balanço.  Têm brincadeiras comuns as crianças da sua idade. Demora a retornar a turma, sendo necessário chamá-lo ou buscá-lo para a sala, fica distraído brincando. O aprendente demonstra um grande afeto pela professora e os colegas. Disse ainda que gosta  da escola,  de estudar e que gosta mais ainda de desenhar.

 

Dia 27 setembro 2010 – 1h

 

Atividade com pintura para reconhecimento das cores.

Idade: a partir dos cinco anos

Queixa: Dificuldade em percepção, proporcionalidade do desenho, riqueza de detalhes, classificação de cores, concentração e atenção.

Foi trabalhado o reconhecimento das cores com lápis de cores e tinta guache relacionando-as aos objetos expostos na mesa.

                      Nessa atividade o aprendente completou corretamente as figuras e pintou as imagens relacionando-as com a cor de cada objeto exposto na mesa. Durante a execução da atividade demonstrou está muito feliz com os resultados obtidos.

 

Dia 29 de setembro de 2010 – 1h

 Provas Piagetianas

 Essa sessão teve como objetivo a investigação das estruturas cognitivas, foi utilizado às provas operatórias com o aprendente para analisar em que medida as informações obtidas, permitiriam complementar o diagnóstico.

 

A) Prova utilizada - Conservação da quantidade de matéria

Consigna: Qual será que  tem mais massa?

             Na frente do aprendente foram colocadas duas barras de massa de modelar de cores diferentes. Perguntado se elas eram iguais em relação à quantidade de massa. Após confirmação da resposta, foi questionado se uma delas estivesse à forma de bolinha, qual delas teria mais massa. O aprendente apresentou grau de construção operatória em Nível dois: As respostas apresentaram, instabilidade e são completas. Definiu a quantidade exata e mencionou que a bola só ficou com a forma de diferente, mas a massa era a mesma chegando até mesmo a dizer que a bolinha tinha a mesma massa que ele não viu colocar mais massa.

B) Prova utilizada - Prova de conservação de pequenos conjuntos discretos de

Elementos.

Consiga: Onde tem mais fichas?

 

 

                             Essa é uma prova onde se estuda a possibilidade de conservação da equivalência numérica com quantidades discretas, apesar das transformações de configuração que efetuam, fazendo previsão de uma correspondência termo a termo.  Ao realizar a prova o aprendente apresentou grau de construção operatória em Nível três, ou seja, ele atingiu o nível operatório no domínio testado.

 

D) Prova utilizada – Prova de conservação da quantidade de líquido.

Consigna: Onde tem mais líquido (suco)?

Prova clássica de despejo de líquido. Nela, se investigará o grau de conservação com um material físico contínuo em suas distintas variáveis.

 

              As ações para realização da prova aconteceram diante do aprendente. Mesmo ele confirmando que na ação inicial onde se tinha dois recipientes iguais com suco havia a mesma quantidade de suco. Quando acontecia a transferência para recipientes de formas diferentes: copo longo e fino / fundo e grosso) ele mostrava que os dois tinham a mesma quantidade de demonstrando que tem total domínio quanto à conservação de quantidade de líquidos.

 

 

5. PARECER DIAGNÓSTICO

 

Relatório de Atendimento Psicopedagógico

 

              G. E. C. Z, nascido em setembro de 2002, filho de G. Z e R. Z foi encaminhado para tratamento fonoaudiológico, solicitada pela coordenação pedagógica em função da seguinte queixa: G. E. C. Z tem sete anos e 10 meses, está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, estuda no turno vespertino em uma escola da rede particular da cidade de Foz do Iguaçu, tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula o que tem causado algumas convocações da mesma à escola. Não consegue ler e escrever como um aluno da sua idade fazer as atividades com muita lentidão e não tem interesse em melhorar a sua aprendizagem, o que o talvez o leve a repetência este ano; o aluno ainda não consegue ler, reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece as noções de direito e esquerdo.

 

 

 

 

             Foi percebido que o aprendente tem dificuldades de aprendizagem agora quando o mesmo já este cursando o 1° ano, pois quase todas as crianças ao final do ano já estão lendo ou quase lendo e o mesmo ainda não consegue identificar algumas letras do alfabeto, e não consegue escrever o seu nome corretamente.

 Para formulação do diagnóstico foram utilizados os seguintes instrumentos avaliativos: anamnese com a mãe, três sessões lúdicas, visita a escola do aprendente, aplicação de algumas provas de discriminação visual, auditiva, prova de esquema corporal e de lateralidade, atividade de coordenação motora fina, de reconhecimento das cores e aplicação das provas operatórias piagetianas.

 Após a análise dos dados obtidos durante o processo de investigação foi possível constatar que o aprendente apresenta dificuldades de aprendizagem, na leitura e na escrita, tem boa memória auditiva, atenção, comportamento calmo e tímido. Observando as áreas específicas que compõem o ser em sua totalidade, foi identificado que:

 Em relação à área cognitiva não apresentou alterações, tem atenção, memória, concentração, conceito de número, pois reconhece os numerais, tem defasagem quanto à competência lingüística, não identificando as consoantes. Demonstrou os conceitos direito e esquerdo fazendo a associação dos lados quando é lhe perguntado com qual mão escreve. O aprendente também identifica as cores básicas.

                         No nível emocional foram percebidos sentimentos de ausência do pai, e baixa autoestima. O aprendente durante uma das sessões onde foi perguntado por que ele não quer aprender escrever; argumentou que queria escrever no computador.  Expressou que gosta da escola, da professora, dos colegas de turma. Pois tem um bom vínculo com a professora.

             Sobre o aspecto pedagógico apresenta uma modalidade de aprendizagem de dependência.  Toma pouca iniciativa, e precisa ser conduzido nas suas produções, bem como necessita de incentivo constante no trabalho que realiza. Esse comportamento representa ser o fruto da defasagem no seu processo de conhecimento, apresenta um comportamento expresso pelo desinteresse à leitura e a escrita. Também foram identificadas características disgrafias nas atividades realizadas pelo aprendente.

 

 

 

 

6. INFORME PSICOPEDAGÓGICO

  G. E. C. Z, nascido em setembro de 2002, filho de G. Z e R. Z foi encaminhado para avaliação pela coordenação pedagógica o encaminhamento psicopedagogico partiu da queixa: G. E. C. Z tem sete anos e 10 meses, está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula.  Atende às regras, mas é desinteressado pelas atividades escolares e tem limitações quanto ao domínio dos conteúdos curriculares.

  A avaliação se deu no período de 21/08/10, com a realização de doze sessões com duração média de 60 minutos totalizando 12 horas de análise diagnóstica. Na execução do diagnóstico foram realizadas sessões distribuídas da seguinte forma: Anamnese com a mãe do aprendente – 02 horas; sessões lúdicas centradas na aprendizagem – 02 horas; visita à escola do aprendente – 02 horas; aplicação de provas e atividades compondo as sessões avaliativas – 06 horas; serão utilizadas 04 horas de sessões interventivas.

            Anamnese com a mãe para obtenção das informações necessárias para o acompanhamento do aprendente na escola em casa e esclarecimento da proposta de atividades a serem realizadas com o mesmo.

Ao integrar os resultados obtidos durante todo o processo de investigação à queixa inicial podemos entender o que sinaliza o sintoma – um comportamento tímido, desinteresse. E assim, perceber o ser integral possibilita entender o que ele traz em sua superfície, o que ele apresenta como comportamento diferente e que surpreende a escola e a família. A criança em estudo traz um histórico de vida marcado por:

Bom vínculo materno e familiar não apresentado carências quanto ao suprimento de suas necessidades básicas no que diz respeito ao orgânico e psico/afetivo; Um meio familiar e social que possibilitou construções enriquecedoras quanto ao seu conhecimento de mundo;  Construção de baixa auto-estima em relação ao aprendizado acarretando em fracasso escolar;  Falta de adequação pedagógica favorecida por um modelo de aprendizagem limitado ao princípio de acomodação cognitiva, escontextualizado e pautado no estímulo, na dependência e nos recursos básicos da memorização.

Em suma a hipótese diagnóstica evidencia obstáculos que diz respeito à falta de conhecimento de determinados conteúdos que permita ao sujeito novas elaborações do saber. E revela obstáculos relacionados à vinculação afetiva que se estabelece com as situações de aprendizagem, podendo se apresentar de diferentes formas e múltiplas motivações. A criança apresenta uma modalidade de aprendizagem em desequilíbrio quanto aos movimentos de assimilação e acomodação; sintomatizada na hiperacomodação. Visto que evidencia pobreza de contato com o objeto necessitando em todo momento de aprovação e de modelos a serem seguidos.

              Por tanto quanto às recomendações necessárias ao desenvolvimento dessa criança considera-se: - Atividades contextualizadas de escrita e leitura com a utilização de diversos de textos para que a construção das hipóteses lingüísticas possa ser elaborada com segurança; Intervenção psicopedagógica com inclusão de jogos terapêuticos, técnicas projetivas psicopedagógicas que viabilizem a ressignificação das primeiras modalidades de aprendizagem;  substituição da professora a fim de que os vínculos afetivos com os elementos da aprendizagem possam ser estabelecidos;

Realização de um trabalho pedagógico que considere a singularidade do sujeito dentro do grupo e valorize seu conhecimento de mundo, realizado a partir de um planejamento flexível, com objetivos claros e estratégia metodológica criativa e desafiadora que combine os diferentes estilos de aprendizagem: Visual, Auditivo e Sinestésico.

Assim sendo diante dos resultados apresentados se faz necessárias intervenções por um profissional de psicopedagogia, acompanhamento psicológico especializado e fonoaudiológico, mudanças na rotina diária no ambiente familiar e escolar.

 

7. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

Dia 03 de outubro de 2010 – 6h

Idade: a partir dos 7 anos

 

 

Queixa: Dificuldades de: memória, sequência lógica, organização espaço temporal

Consigna: Nas frases que eu vou ler você vai dizer o que não combina.

O aprendente identificou todas as situações de absurdos apresentadas nas

frases lidas pela avaliadora, demonstrando atenção e concentração na atividade também apresentou coerência, bom vocabulário e capacidade de interpretar situações lógicas.

 

Dia 05 de outubro de 2010 – 1h

 

Atividade de fixação do alfabeto

Para a atividade foi preparado um alfabeto relacionando cada uma das letras a uma figura. O aprendente teria que trabalhar as cores por meio da pintura das imagens e associar as figuras às letras do alfabeto

Foi solicitado ao mesmo, leitura na sequência ascendente e descendente, após leitura foi questionado o nome das letras de forma aleatória.

Pode-se se perceber que o mesmo aprendeu de forma mecânica a leitura do alfabeto, pois quando questionado sobre as letras na ordem descendente e aleatório, mesmo contendo as figuras em sua frente, o aprendente não reconheceu grande parte das letras solicitadas.

 

Dia 08 de outubro de 2010 – 1h

Atividade de fixação do nome do aprendente e das vogais.

Tomando como suporte a atividade anterior (alfabeto com imagens) foi trabalhada a escrita do nome do educando. Pedido que observasse as letras que compõe o seu nome e treinasse a escrita do mesmo. Após repetição na folha de apoio e solicitado que o mesmo pegasse uma folha em branco e escrevesse sozinho o seu nome.

Foi verificado que o mesmo ainda não domina completamente a escrita do

seu nome, sendo necessárias atividades que favoreçam o treino do mesmo.

Na atividade de fixação das vogais, percebeu-se que o aprendente consegue identificá-las com ajuda, ou seja, precisa que emitam o som das mesmas repetidamente para reconhecimento das mesmas.

 

 

 

Dia 15 de outubro de 2010 – 1h

 

Atividade de fixação do alfabeto

Neste dia foram desenvolvidas duas atividades para fixação do alfabeto. Na primeira ele teria que escrever a letra inicial de cada figura. Na segunda relacionar as figuras as suas letras iniciais. Nas duas atividades propostas o aprendente apresentou conhecimento parcial do alfabeto, porém também pode ser percebidos avanços no desempenho do mesmo.

Dia 25 de outubro de 2010 – 2h

 

8. DEVOLUTIVA FINAL COM ENCAMINHAMENTOS

Considerando-se as diversas causas que podem interferir no processo ensino-aprendizagem, investigar o ambiente no qual a criança vive e a metodologia abordada nas escolas é importante antes de se traçar o enfoque terapêutico, uma vez que a criança pode não apresentar o distúrbio de aprendizagem, mas apenas não se adaptar ou não conseguir aprender com determinada metodologia utilizada pelo professor, como também a carência de estímulos dentro de casa. Por outro lado, muitas crianças podem não apresentar nenhum fator externo a ela e mesmo assim não conseguir desenvolver plenamente suas habilidades pedagógicas.

O aluno com dificuldade de aprendizagem pode exigir um atendimento variado, incluindo: aulas particulares, aconselhamento profissional especial, desenvolvimento de habilidades básicas, assistência para organizar e desenvolver habilidades de estudo adequadas e/ou atendimento psicopedagógico. Para melhoria no desempenho do aprendente G. E. C. Z algumas recomendações são necessárias: A família deve estabelecer um horário e um local apropriado para estudo do aprendente; As atividades de casa devem ser realizadas diariamente e com acompanhamento, a fim de melhorar o rendimento escolar do aprendente; Nos finais de semana ou outro dia de folga da família deve-se oportunizar atividades de lazer a fim de proporcionar momentos de descontração e socialização do aprendente.

O aprendente deve ter acesso a livros, revistas, compartilhar leituras em casa e na escola; Uso de recursos didáticos atraentes que despertem nas crianças o desejo de aprender. Envolver o aprendente nas atividades que exijam o uso de práticas sociais do uso da escrita como, por exemplo: lista e outros. Solicitar que o pai se faça presente em momentos importantes da vida do aprendente tais como: Reuniões escolares, festas na escola passeios de finais de semana. Acompanhamento fonoaudiológico; Acompanhamento psicológico;

Acompanhamento psicopedagógico.

 

 

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando o importantíssimo papel desempenhado pelo psicopedagogo clínico pude perceber o quanto é valioso fazer o bem ao nosso próximo, ou seja, fazer o bem sem olhar aquém. Intervir na vida do educando  com dificuldades de aprendizagem, estimulando-o  a superar suas limitações e trazendo de volta sua auto-estima,  é uma das recompensas que o dinheiro   jamais poderá   pagar.

Espero que como professora da Educação Especial e agora futura psicopedagoga eu possa mudar a realidade das escolas do meu município pela divulgação da importância do trabalho do psicopedagogo e pela cobrança da inclusão deste profissional no sistema educacional público de nosso município, como funcionaria pública e também no setor privado.

Agora conhecendo, alguns termos fundamentais para atuação dos profissionais em psicopedagogia que  lidam com dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem. Um primeiro termo a considerar é queixa. O que é a queixa? No âmbito psicopedagógico, adotamos o termo queixa por entendermos que qualquer dificuldade de aprendizagem relatada pelo educando, em sala de aula ou no lar, é relevante para o atendimento educacional e a tomada de providências pedagógicas relatado pelo paciente. A queixa discente é, pois, aquela que, na opinião do educando, é a mais importante de todo o seu relato pedagógico e que terminou por levá-lo ao baixo rendimento escolar.

A queixa se constitui um item em separado e importante da anamnese. No âmbito da psicopedagogia clínica, a anamnese refere-se ao histórico que vai desde os sintomas ou queixas iniciais do educando até o momento da observação psicopedagógica clínica, realizado com base  nas lembranças do  educando e nas avaliações de desempenho do aluno. É o registro da evolução de um  educando desde que  observado e diagnosticado com dificuldade de aprendizagem após ter feito exames  psicopedagógicos.

Quando compreendidos o conceito de queixa e o de anamnese, a noção de diagnóstico é imprescindível para o trabalho psicopedagógico, uma vez que os pais, em geral, têm grande expectativa com relação ao que o psicopedagogo irá dar de informação e orientação sobre sua intervenção clínica ou institucional. Assim, o termo é entendido aqui como a fase em que o educador ou gestor pedagógico, procura com a orientação psicopedagógica,  a natureza e a causa da D A (Dificuldade de Aprendizagem). Em sala de aula, o educador pode proceder com um diagnóstico diferencial informal, onde descarta a possibilidade de distúrbios orgânicos que apresentem sintomatologia comum com a dificuldade apresentada pelo  educando.

 A etimologia da palavra diagnóstica revela que a palavra diagnóstica vem do grego diagnóstikós e quer dizer  'capaz de distinguir, de discernir'.
Termos com dislexia, disgrafia e disortografia devem ser bem entendidos pelos psicopedagogos. No caso da dislexia, tanto pode ser compreendido a partir dos aportes teóricos da Medicina ou da Psicolingüística. A dislexia refere-se à perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais. Tem também a acepção de  dificuldade para compreender a leitura, após lesão do sistema nervoso central, apresentada por pessoa que anteriormente sabia ler.
A disgrafia tem uma natureza ou etiologia mais patológica. Na Neurologia, termo refere-se à perturbação da escrita por distúrbios neurológicos.
A disortográfica, no âmbito da  psicolingüística, refere-se à dificuldade no aprendizado e domínio das regras ortográficas, associada à dislexia na ausência de qualquer deficiência intelectual. Sua etimologia: dis- + ortografia.

REFERÊNCIAS:

BALESTRA, Maria Marta. A psicopedagogia em Piaget: uma ponte para a educação da liberdade. Curitiba: Ibpex, 2007. 

BOSSA, Nádia Aparecida; OLIVEIRA, Vera Barros de. Avaliação psicopedagógica da criança de sete a onze anos. Petrópolis: Vozes, 1997.

BARBOSA, L. M. S. Caixa de trabalho uma ação psicopedagógica proposta pela Epistemologia Convergente, in Psicopedagogia e Aprendizagem. Coletânea de reflexões. Curitiba, 2002.

 

BARBOSA, L. M. Intervenção Psicopedagógica no Espaço da Clínica. Curitiba: Ibepex, 2010.

 

BOSSA, N. A. A. Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.

 

FERNÁNDEZ. A. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e da família.Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

 

http://www.scribd.com/doc/15377823/Dificuldade-De-Aprendizagem acessado em 17 de outubro de 2010.

LOPES, Shiderlene V. de A. O processo de avaliação e intervenção em psicopedagogia. Curitiba: IBPEX, 2008.

MIRANDA, M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização:

contribuições da teoria piagetiana. Araraquara, SP: JM Editora, 2000

 

MOOJEN, S. Dificuldades ou transtornos de aprendizagem? In: Rubinstein, E. (Org.). Psicopedagoga: uma prática, diferentes estilos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999. ROTTER, J.Generalized expectancies for internal versus external control of reinforcement. Psychological Monographs, 80 (Whole No. 609), 1966.

 

OLIVEIRA, M.A.C. Psicopedagogia: a instituição em foco. Curitiba, Ibepex,2005.

PAIN,S. Diagnóstco e Tratamento e os Problemas de Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1985.reimp.2008SOUZA, Maria Thereza C. Intervenção psicopedagógica clinica: como e o que planejar. In Sisto, F. (Org.). Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: Vozes, 1996.        

FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA

 

 

ROSIMEIRE MOREIRA QUINTELA –RU419034

 

 

 

RELATÓRIO DE ESTÁGIO PSICOPEDAGÓGICO CLÍNICO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010


ROSIMEIRE MOREIRA QUINTELA –RU419034

 

 

 

 

 

 

 

 

RELATÓRIO DE ESTÁGIO PSICOPEDAGÓGICO CLÍNICO

 

 

 

 

 

Relatório de Estágio Clinica apresentado como requisito parcial para obtenção do titulo de especialista do curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clinica Institucional, da faculdade internacional de Curitiba – Facinter.

Prof.ª Me Mari  Ângela Calderari Oliveira, ou

Prof.ª Liliane Salles

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010

 

FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA

 

 

 

            Relatório Final de Estágio de psicopedagogia Clínica apresentado à Faculdade Internacional de Curitiba - Facinter, como instrumento de avaliação da disciplina de Estágio Supervisionado Clinico: Prática Psicopedagógica, do curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clinica Institucional.

 

 

 

 

Nota:_______________ (    ) A = Aprovado  (    ) R = Reprovado

 

 

 

 

 

 

 

____________________________________

Profº Orientador

Responsável pela Pratica Psicopedagogica

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prova projetiva

 

 

   

Prova que o aprendente realizou copiando 

 

 

 

Prova pedagogica

 

 

  

 

 

SUMÁRIO

 

 

 

1. APRESENTAÇÃO...............................................................................          13                            

2. INTRODUÇÃO.....................................................................................          14

3. REGISTRO DA QUEIXA.....................................................................          16

4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS E AVALIAÇÃO........           20

5. PARECER DIAGNÓSTICO.................................................................          23

6. INFORME PSICOPEDAGÓGICO........................................................         25

7. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO........................................................          26

8. DEVOLUTIVA FINAL COM ENCAMINHAMENTOS............................          28

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................        29

10. REFERÊNCIAS......................................................................................     30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                               1. APRESENTAÇÃO

Ao Concluir o Estágio Supervisionado de Prática Psicopedagógica Clínica, do curso de pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional – da Faculdade Internacional de Curitiba, tendo em vista a necessidade de uma experiência prática onde se aplicou grande parte dos fundamentos aprendidos ao longo do curso, com os princípios teóricos e metodológicos estudados.

O Estágio Supervisionado foi realizado em uma escola da Rede Particular de ensino - Escola Mundo Encantado – E. M. E.  Localizada à Rua: Gaspar, 375, Bairro Jardim Petrópolis. Esta etapa, que teve a carga horária de 60 horas, deu início no dia 21 de Agosto e terminou no dia 30 de outubro de 2010.

Período de avaliação e números de sessão: Distribuídas da seguinte forma: Orientação para o estágio – 02 horas; Busca do campo de estágio – 02 horas; Anamnese – 01hora; Sessões lúdicas centradas na aprendizagem – 01 hora cada; Visita à escola do aprendente –02 horas; Aplicação de testes e atividades compondo as sessões avaliativas – 05 horas; Devolutiva para a mãe do aprendente – informe psicopedagógico e parecer diagnóstico – 04 horas; Sessões para aplicação de atividades com Intervenções – 01 hora; Análise dos resultados e elaboração de relatório – 06 horas: Devolutiva final com os devidos encaminhamentos – 03 horas; Entrega dos documentos no pólo – 01 hora.

             O relatório é composto da descrição das atividades, das observações e das experiências vivenciadas no período do estágio que foi baseado nas teorias de vários estudiosos como: Jorge Visca, Jean Piaget, Fernandez, Moojen, Bossa, Sara Pain, e outros.  Anexados neste trabalho encontram-se as fichas normatizadoras desse estágio, com as descrições das provas e algumas cópias das atividades aplicadas com o aprendente.

             As atividades de colocar em prática os conhecimentos adquiridos oportunizam aos estagiários o contato com o ambiente de trabalho, e a consciência da importância do trabalho desenvolvido, as interações novas com pessoas diferentes e a possibilidade de entrar no mercado de trabalho com um bom currículo e boas referências.

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   2. INTRODUÇÃO

Dificuldade de aprendizagem é um termo que começou a ser usado na década de 60 e até hoje - na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção das crianças em sala de aula. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que poderá afetar qualquer área do desempenho escolar.

 Na maioria dos casos é o professor o primeiro a identificar que a criança está com alguma dificuldade, mas os pais e demais membros da família devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento da criança.  Segundo especialistas, as crianças com dificuldades de aprendizagem podem apresentar desde cedo um maior atraso no desenvolvimento da fala e dos movimentos do que o considerado “normal”.

Mas os pais têm que ter cuidado para não confundir o desenvolvimento normal com a dificuldade de aprender. Segundo a psicóloga Maura Tavares Rech, especialista em psicoterapia infantil, ela afirma que "toda a criança tem um processo diferente de desenvolvimento - umas aprendem a andar mais cedo, outras falam mais cedo - e isso é absolutamente normal, não existe um 'padrão' de desenvolvimento. Portanto é sempre muito importante que os pais respeitem o desenvolvimento geral da criança. Nesta fase o pediatra torna-se um grande aliado dos pais", diz a psicóloga.

Para Weiss (2000), a prática psicopedagógica deve considerar o sujeito como um ser global, composto pelos aspectos orgânico, cognitivo, afetivo, social e pedagógico.

O aspecto orgânico diz respeito à construção biológica do sujeito, portanto, a dificuldade de aprender de causa orgânica estaria relacionada ao corpo.  O aspecto cognitivo está relacionado ao funcionamento das estruturas cognitivas. Nesse caso, o problema de aprendizagem estaria nas estruturas do pensamento do sujeito. Por exemplo, uma criança estar no estágio pré-operatório e as atividades escolares exigirem que ela esteja no estágio operatório-concreto. O aspecto afetivo diz respeito à afetividade do sujeito e de sua relação com o aprender, com o desejo de aprender, pois o indivíduo pode não conseguir estabelecer um vínculo positivo com a aprendizagem. O aspecto social refere-se à relação do sujeito com a família, com a sociedade, seu contexto social e cultural. E, portanto, um aluno pode não aprender porque apresenta privação cultural em relação ao contexto escolar. Por último, o aspecto pedagógico, que está relacionado à forma como a escola organiza o seu trabalho, ou seja, o método, a avaliação, os conteúdos, a forma de ministrar a aula, entre outros.

Já Pain (1992, p. 32) destaca que, na concepção de Freud, os problemas de aprendizagem não são erros: “... são perturbações produzidas durante a aquisição e não nos mecanismos de conservação e disponibilidade...”; é necessário procurar compreender os problemas de aprendizagem não sobre o que se está fazendo, mas sim sobre como se está fazendo.

 

             Aprendentes com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração. Moojen (1999) afirma que, ao lado do pequeno grupo de crianças que apresenta Transtornos de Aprendizagem decorrente de imaturidade do desenvolvimento, existe um grupo muito maior de crianças que apresenta baixo rendimento escolar em decorrência de fatores isolados ou em interação. As alterações apresentadas por esse contingente maior de alunos poderiam ser designadas como “dificuldades de aprendizagem”. Participariam dessa conceituação os atrasos no desempenho escolar por falta de interesse, perturbação emocional inadequação metodológica ou mudança no padrão de exigência da escola, ou seja, alterações evolutivas normais que foram consideradas no passado como alterações patológicas.

 

Já Pain (1992, p. 32) destaca que, na concepção de Freud, os problemas de aprendizagem não são erros: “... são perturbações produzidas durante a aquisição e não nos mecanismos de conservação e disponibilidade...”; é necessário procurar compreender os problemas de aprendizagem não sobre o que se está fazendo, mas sim sobre como se está fazendo.

             Geralmente quando for relacionado ao um sintoma, o não aprender possui um significado inconsciente; quando relacionado a uma inibição, trata-se de uma retração intelectual do ego, ocorrendo uma diminuição das funções cognitivas que acaba por acarretar os problemas para aprender; três. Fatores orgânicos: relacionados com aspectos do funcionamento anatômico, como o funcionamento dos órgãos dos sentidos e do sistema nervoso central; quatro. Fatores específicos: relacionados às dificuldades específicas do indivíduo, os quais não são passíveis de constatação orgânica, mas que se manifestam na área da linguagem ou na organização temporal e espacial, e outros.

De acordo com Fernández (1991) que também considera as dificuldades de aprendizagem como “fraturas” ou sintomas  no processo de aprendizagem, onde necessariamente estão em jogo quatro níveis: o corpo, a inteligência, o organismo,  e o desejo. As dificuldades para aprender, segundo a autora, seria o resultado da anulação das capacidades e do bloqueamento das possibilidades de aprendizagem de um indivíduo e, a fim de ilustrar essa condição, utiliza o termo inteligência aprisionada. Para a autora, a origem das dificuldades ou problemas de aprendizagem não se relaciona apenas à estrutura individual da criança, mas também à estrutura familiar que a criança está vinculada.  As crianças que apresentam pobre desempenho escolar e atribuem isso à incompetência pessoal apresentam sentimentos de vergonha, dúvidas sobre si.

             Assim sendo mesmo com a auto-estima rebaixada o e distanciamento das demandas da aprendizagem, caracterizando problemas emocionais e comportamentos internalizados. Como é um problema que afeta pouco as pessoas ao seu redor, este comportamento acaba sendo banalizado, sem a devida atenção e importância. A timidez é considerada comportamento internalizado, aqueles expressos “para dentro”, como depressão, medo etc. Aquelas que atribuem os problemas escolares à influência externa de pessoas hostis experimentam sentimentos de raiva, distanciamento das demandas acadêmicas, expressando hostilidade em relação aos outros. Relatam ainda que os sentimentos de frustração, inferioridade, raiva e agressividade diante do fracasso escolar podem resultar também em problemas comportamentais. Esses relatos são próprios e também são observados pela família e pelos profissionais que fazem os atendimentos.

A experiência escolar tem papel crucial na formação das autopercepções das crianças. Com isso, as que possuem dificuldades de aprendizagem apresentam um risco elevado de terem um autoconceito negativo em relação ao seu desempenho na escola. Outro ponto destacado são os problemas de socialização, elas têm menos habilidades sociais que seus colegas sem dificuldades de aprendizagem, e que estas persistem ao longo da vida escolar.

Será necessário que o psicopedagogo tenha um olhar abrangente sobre as causas das dificuldades de aprendizagem, indo além dos problemas biológicos, rompendo assim com a visão simplista dos problemas de aprendizagem, procurando compreender mais profundamente como ocorre este processo de aprender numa abordagem integrada, na qual não se toma apenas um aspecto da pessoa, mas da sua integralidade.

Diante das dificuldades de aprendizagem que apresenta um sujeito, está envolvido também o ensinante. Para isso, o problema de aprendizagem deve ser diagnosticado, prevenido e curado, a partir dos dois personagens e no vínculo. (Fernández, 1991, p. 99). Assim, cabe ao psicopedagogo voltar seu olhar para esses dois sujeitos, ensinante e aprendente, como para os vínculos e a circulação do saber entre os mesmos.

 

 

 

 3. REGISTRO DA QUEIXA

Aprendente: G. E. C. Z.

Queixa: G. E. C. Z está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, estuda no turno vespertino em uma escola da rede particular da cidade de Foz do Iguaçu. A mãe do menino apresentou a seguinte queixa: G. E. C. Z. Tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula, o que tem causado algumas convocações da mesma à escola. Não consegue ler e escrever como um aluno da sua idade faz as atividades com muita lentidão e tem pouco interesse em melhorar a sua aprendizagem, o que o talvez o leve a repetência este ano; o aluno ainda não consegue ler, reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece as noções de direito e esquerdo.

 

4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS E AVALIAÇÃO

Dia 20 de setembro de 2010 – 1h

Foi realizada a Anamnese com a mãe do Aprendente G. E. C. Z para conhecimento da queixa e aquisição de dados que nortearão o possível diagnóstico sobre as dificuldades de aprendizagem do mesmo. Na coleta das informações foram levadas em consideração as etapas do desenvolvimento do aprendente desde a gravidez até o estágio atual, bem como os aspectos sociais, sobre as doenças na infância, linguagem, vida escolar, sexualidade e outros que surgiram no decorrer da entrevista.

 

I – DADOS DO AVALIANDO

 

Nome: G. E. C. Z.

 

Data de Nascimento: 

 

Idade na Avaliação: 7 anos  

 

Estabelecimento Ensino: E. M. E.

 

Série: 1° ano

Turno: Vespertino

Escola: Mundo Encantado

Telefone: (45) 35247762

Endereço (da escola): Rua Gaspar nº 375                                                                                                                          

Pai: G. C

Idade: 48 anos

Profissão: Comerciante

Nacionalidade: Chileno

Mãe: R. Z.

Idade: 45 anos

Profissão: do lar

Nacionalidade: Brasileira

Endereço: Rua: Jundiaí

Bairro: Jardim Estrela
Indicação do tratamento: coordenadora pedagógica da escola
Indicação do nome do profissional: Faculdade Internacional de Curitiba – estagiária

 

Relatório de Anamnese

 No dia 20/09/2010, foi realizada a anamnese do aprendente G. E. S. Z. Com intuito de coletar informações sobre os seguintes aspectos: antecedentes familiares, desenvolvimento infantil, desenvolvimento sócio-afetivo e de conduta, das atividades realizadas diariamente e a queixa.

G. E. S. Z. Nasceu em setembro de 2002, filho de: R. C e G. Z. É residente à Rua Jundiaí – Bairro Jardim Estrela, Bairro Residencial de Classe Média da Cidade de Foz do Iguaçu – Pr.

Em relação à convivência familiar do aprendente, ele reside com a mãe, o pai e os irmãos. A queixa apresentada pela mãe do aprendente é que G. E. C. Z tem sete anos, e está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, mas ainda na sabe ler, escreve com dificulde, fala pouco e tem apresentado comportamento de calmaria, muito tímido na sala de aula o que tem causado algumas convocações da mesma à escola.

O apredente não consegue fazer as atividades no mesmo ritmo dos colegas e tem desinteresse em aprender a ler o que talvez o leve a reprovação este ano; o aluno ainda não consegue ler, mais reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece noções de direito esquerdo. O aprendente cursou a educação infantil o pré-escolar II, e III, só agora no 1° ano apresenta baixo rendimento escolar. Ainda desconheço a causa. Imagino que talvez seja porque ele demorou a falar, mas com o outro aconteceu o mesmo, ou seja, também demorou a falar, mas nunca demonstrou problema de aprendizagem.  A família até o momento não havia procurado acompanhamento especializado para verificação do caso e possível tratamento. Relatou a mãe.

                         Quanto à sociabilidade do aprendente ele possui amigos com faixa etária entre cinco e 10 anos, mas tem preferência por amigos mais novos. Apresenta um perfil de tímido com os adultos. Em relação à sexualidade, o aprendente manifesta muita curiosidade, pensa em namoro e até em casamento, comentou sobre casar e ter uma menina. Disse que já teve uma namorada muito bonita e também gorda como a estagiaria, sempre teve boa saúde física não existindo relatos de doenças de infância até o momento. Durante sua gestação, ocorreu tudo bem entre seus pais. Não houve problemas no parto e nem pós - natal com a criança, porém o mesmo demorou em mamar 08 dias devido à falta de leite da mãe, houve uma solicitação do médico para ela continuar tentando até o leite descer e receitou uma medicação que seria ingerida pela mãe para que pudesse amamentar o seu filho no peito.

Teve um bom desenvolvimento motor quando pequeno e sempre se alimentou bem. Não apresenta dificuldades no sono. Dorme dividindo espaço com o irmão de 10anos no mesmo quarto, a mãe e o pai dorme no quarto a o lado. Começou a freqüentar a escola aos quatro anos cursando o Pré-escolar II, ficou um tempo sem estudar estava morando no Rio de Janeiro e as escolas ficavam longe retornou esse ano no 1º ano com sete anos. Apresenta dificuldade na leitura e escrita das letras, porém os números reconhece, reconhece as cores básicas e reconhece as noções de direito e esquerdo associando a mão que escreve. Apresenta comportamento de lentidão e timidez na escola e em casa.

No relato, a mãe também diz que tem um filho de 09 anos que está na 4ª série, mas que até o momento tem um ótimo desempenho escolar nunca tirou nota baixa e consegue ajudar o irmão nas tarefas escolares como ler. E também tem uma irmã de 11 na 5ª série. E prossegui falando do G. E. S. Z ele só começou a falar de uma forma que outras pessoas pudessem entender, depois dos quatro anos. Até o momento ele não consegue pronunciar o /r/ e tem dificuldades para pronunciar palavras com mais de três sílabas. Meu filho freqüenta a educação infantil desde os quatro anos, como já mencionei tem um irmão de 09 anos que não apresentou essas dificuldades, sempre teve acesso a um ambiente que privilegiou a leitura.

             Também aos três anos o levei a uma consulta medica com o atendimento fonoaudiológico. Não tem problemas auditivos, neurológicos ou visuais. Na escola que freqüenta embora ele não esteja atingido os objetivos do primeiro ano, optou-se para que ela continuasse na série porque se verificou que houve avanço no aprendizado dele e pela questão afetiva, o bom relacionamento com a turma. Quando disseram que ele tinha problemas de aprendizagens fiquei muito triste relatou a mãe de G. E. S. Z.  Estou muito angustiada o que me leva a buscar ajuda e ter vindo participar do seu estágio, e peço desculpas  por estar ocupando muito o seu precioso tempo. Tenho um pouco de medo de rótulos, principalmente aqueles que estão na moda e atribuem toda dificuldade de aprendizagem ao fato da criança ser lenta na escola, como estão sugerindo e empurrando Ritalina aos filhos de algumas amigas minhas o que acho um absurdo a criança já e calma e toma medicamento para ficar mais calma ainda, tenho muito receio que isso aconteça comigo.

             Relatou também que o seu esposo estava viajando para o Chile em uma missão e que o garoto sente muita falta do pai. E que ela está passando por sérios problemas de saúde há pouco tempo sofreu um acidente e quebrou a perna o que dificulta a participar mais de perto das atividades escolares de seu filho, no momento essa  tarefa foi atribuída ao filho mais velho, ou seja, ao irmão.

Dia 22 de setembro de 2010 – 1h

Sessão Lúdica

O aprendente chegou à escola e foi direto a sala de maneira lúdica. Lá se encontrava dispostos materiais de uso escolar como lápis, papéis, lápis de cor, pincéis hidrocores, tinta guache, massa de modelar, e outros. Havia também brinquedos de montar (de encaixe plástico e quebra- cabeça), jogos como dama, xadrez, dominó, miniaturas de utilidades domésticas, de animais...

 No primeiro momento ele ficou meio parado olhando e ao mesmo tempo fascinado pelos materiais expostos. Apesar do encantamento demorou de tocar nos mesmos.  Foi perguntado ao aprendente o que ele gostava de fazer, quais materiais ele gostaria de usar. Ele respondeu que gostaria de pegar lápis preto, papel e de cor branca para desenhar. Pois adora desenhar as pessoas da família.

              O desenho feito pelo aprendente foi espontâneo, o mesmo quis seguir um modelo que gosta de desenhar em casa, ele no jardim com um regador falou que ganhou  da tia da escolinha – desenhou de lápis preto e pediu para tirar foto é o preferido do dele. Ele fez comentários de quem ganhou o desenho, no dia das crianças.

Durante no momento da execução da atividade verificou-se a falta de tempo para lazer, queria usar o lápis para desenhar em todas as folhas. Que estavam ao seu alcance, pedia posso brincar mais um pouco; Também apresentou sinal característico de disgrafia como traços irregulares muito fortes que quase furava o papel.

No decorrer da sessão tocou em vários os objetos à mostra, utilizou poucos; manteve uma estrutura bem organizada da atividade, principalmente quanto à pintura, pois não deixava uma parte que estava pintando por outra. Manteve-se concentrado ao realizar a atividade, trabalhou calado e não solicitou a participação da estagiária. Guardou todos os materiais voluntariamente, como estavam. Expressou que queria levar o desenho para casa para mostrá-lo à mãe e o pai.

Dia 24 de setembro de – 1h

Sessão Lúdica

O aprendente mostrou-se curioso e estava bem à vontade para conversar. Foi pedido ao aprendente que o mesmo escolhesse um material para demonstrar o que sabe. Logo se manifestou para escolher vários jogos. A estagiaria sugeriu que começasse por um e mostrou um quebra-cabeça e perguntou se ele sabia o que era e para que servia. O jogo era desconhecido para ele, mas expressou que queria montá-lo. O brinquedo era composto de 20 peças de tamanho médio e adequado para crianças a partir de 5 anos. O aprendente conseguiu encontrar as peças para montar na caixa, e montou, demorou um pouco.

No percurso da atividade demonstrou paciência, ânimo. Foi olhando para a figura que estava sendo formada, combinando as cores e quando elas estavam Corretas e que se encaixavam perfeitamente. Apesar de demorar um pouco ele concluiu a montagem sem ajuda da estagiária. Embora tendo demorado na realização da atividade, ao final relatou que gostou de vê-la realizada e que queria realizar outra vez.

 

 

 

 

Dia 26 de setembro de 2010 – 1h

 

Foi à visita na escola para observação da rotina escolar do aprendente.

O aluno chega à escola bem arrumado e acompanhado pelo irmão. Guardou o material na sala e dirigiu-se a área de estar onde ocorre diariamente uma acolhida coletiva. O aprendente demonstra entusiasmo por estar na escola, procura sentar- se nas primeiras carteiras da sala com pouco contato com os demais. Sempre traz de casa a atividade e participa da correção da mesma, sempre muito calmo, só fala se a professora solicitar. Como ainda não consegue ler, faz as atividades bem devagar e às vezes não consegue concluí-las por já está na hora de ir para casa. Fica muito triste, mas não fala nada a respeito da tarefa. Ele pouco brinca só quando a professora sai da sala para o pátio.

Verificou-se que o mesmo apresenta características de disgrafia Em relação à escrita, manifestando lentidão ao escrever, letra ilegível, escrita desorganizada, traços fortes, porem tem organização geral da folha possui orientação espacial, organização de texto, pois observa a margem. O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras é regular e liga as letras de forma adequada e com os espaçamentos.

No recreio lancha um pouco afastado dos colegas, brinca de correr e no balanço.  Têm brincadeiras comuns as crianças da sua idade. Demora a retornar a turma, sendo necessário chamá-lo ou buscá-lo para a sala, fica distraído brincando. O aprendente demonstra um grande afeto pela professora e os colegas. Disse ainda que gosta  da escola,  de estudar e que gosta mais ainda de desenhar.

 

Dia 27 setembro 2010 – 1h

 

Atividade com pintura para reconhecimento das cores.

Idade: a partir dos cinco anos

Queixa: Dificuldade em percepção, proporcionalidade do desenho, riqueza de detalhes, classificação de cores, concentração e atenção.

Foi trabalhado o reconhecimento das cores com lápis de cores e tinta guache relacionando-as aos objetos expostos na mesa.

                      Nessa atividade o aprendente completou corretamente as figuras e pintou as imagens relacionando-as com a cor de cada objeto exposto na mesa. Durante a execução da atividade demonstrou está muito feliz com os resultados obtidos.

 

Dia 29 de setembro de 2010 – 1h

 Provas Piagetianas

 Essa sessão teve como objetivo a investigação das estruturas cognitivas, foi utilizado às provas operatórias com o aprendente para analisar em que medida as informações obtidas, permitiriam complementar o diagnóstico.

 

A) Prova utilizada - Conservação da quantidade de matéria

Consigna: Qual será que  tem mais massa?

             Na frente do aprendente foram colocadas duas barras de massa de modelar de cores diferentes. Perguntado se elas eram iguais em relação à quantidade de massa. Após confirmação da resposta, foi questionado se uma delas estivesse à forma de bolinha, qual delas teria mais massa. O aprendente apresentou grau de construção operatória em Nível dois: As respostas apresentaram, instabilidade e são completas. Definiu a quantidade exata e mencionou que a bola só ficou com a forma de diferente, mas a massa era a mesma chegando até mesmo a dizer que a bolinha tinha a mesma massa que ele não viu colocar mais massa.

B) Prova utilizada - Prova de conservação de pequenos conjuntos discretos de

Elementos.

Consiga: Onde tem mais fichas?

 

 

                             Essa é uma prova onde se estuda a possibilidade de conservação da equivalência numérica com quantidades discretas, apesar das transformações de configuração que efetuam, fazendo previsão de uma correspondência termo a termo.  Ao realizar a prova o aprendente apresentou grau de construção operatória em Nível três, ou seja, ele atingiu o nível operatório no domínio testado.

 

D) Prova utilizada – Prova de conservação da quantidade de líquido.

Consigna: Onde tem mais líquido (suco)?

Prova clássica de despejo de líquido. Nela, se investigará o grau de conservação com um material físico contínuo em suas distintas variáveis.

 

              As ações para realização da prova aconteceram diante do aprendente. Mesmo ele confirmando que na ação inicial onde se tinha dois recipientes iguais com suco havia a mesma quantidade de suco. Quando acontecia a transferência para recipientes de formas diferentes: copo longo e fino / fundo e grosso) ele mostrava que os dois tinham a mesma quantidade de demonstrando que tem total domínio quanto à conservação de quantidade de líquidos.

 

 

5. PARECER DIAGNÓSTICO

 

Relatório de Atendimento Psicopedagógico

 

              G. E. C. Z, nascido em setembro de 2002, filho de G. Z e R. Z foi encaminhado para tratamento fonoaudiológico, solicitada pela coordenação pedagógica em função da seguinte queixa: G. E. C. Z tem sete anos e 10 meses, está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, estuda no turno vespertino em uma escola da rede particular da cidade de Foz do Iguaçu, tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula o que tem causado algumas convocações da mesma à escola. Não consegue ler e escrever como um aluno da sua idade fazer as atividades com muita lentidão e não tem interesse em melhorar a sua aprendizagem, o que o talvez o leve a repetência este ano; o aluno ainda não consegue ler, reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece as noções de direito e esquerdo.

 

 

 

 

             Foi percebido que o aprendente tem dificuldades de aprendizagem agora quando o mesmo já este cursando o 1° ano, pois quase todas as crianças ao final do ano já estão lendo ou quase lendo e o mesmo ainda não consegue identificar algumas letras do alfabeto, e não consegue escrever o seu nome corretamente.

 Para formulação do diagnóstico foram utilizados os seguintes instrumentos avaliativos: anamnese com a mãe, três sessões lúdicas, visita a escola do aprendente, aplicação de algumas provas de discriminação visual, auditiva, prova de esquema corporal e de lateralidade, atividade de coordenação motora fina, de reconhecimento das cores e aplicação das provas operatórias piagetianas.

 Após a análise dos dados obtidos durante o processo de investigação foi possível constatar que o aprendente apresenta dificuldades de aprendizagem, na leitura e na escrita, tem boa memória auditiva, atenção, comportamento calmo e tímido. Observando as áreas específicas que compõem o ser em sua totalidade, foi identificado que:

 Em relação à área cognitiva não apresentou alterações, tem atenção, memória, concentração, conceito de número, pois reconhece os numerais, tem defasagem quanto à competência lingüística, não identificando as consoantes. Demonstrou os conceitos direito e esquerdo fazendo a associação dos lados quando é lhe perguntado com qual mão escreve. O aprendente também identifica as cores básicas.

                         No nível emocional foram percebidos sentimentos de ausência do pai, e baixa autoestima. O aprendente durante uma das sessões onde foi perguntado por que ele não quer aprender escrever; argumentou que queria escrever no computador.  Expressou que gosta da escola, da professora, dos colegas de turma. Pois tem um bom vínculo com a professora.

             Sobre o aspecto pedagógico apresenta uma modalidade de aprendizagem de dependência.  Toma pouca iniciativa, e precisa ser conduzido nas suas produções, bem como necessita de incentivo constante no trabalho que realiza. Esse comportamento representa ser o fruto da defasagem no seu processo de conhecimento, apresenta um comportamento expresso pelo desinteresse à leitura e a escrita. Também foram identificadas características disgrafias nas atividades realizadas pelo aprendente.

 

 

 

 

6. INFORME PSICOPEDAGÓGICO

  G. E. C. Z, nascido em setembro de 2002, filho de G. Z e R. Z foi encaminhado para avaliação pela coordenação pedagógica o encaminhamento psicopedagogico partiu da queixa: G. E. C. Z tem sete anos e 10 meses, está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula.  Atende às regras, mas é desinteressado pelas atividades escolares e tem limitações quanto ao domínio dos conteúdos curriculares.

  A avaliação se deu no período de 21/08/10, com a realização de doze sessões com duração média de 60 minutos totalizando 12 horas de análise diagnóstica. Na execução do diagnóstico foram realizadas sessões distribuídas da seguinte forma: Anamnese com a mãe do aprendente – 02 horas; sessões lúdicas centradas na aprendizagem – 02 horas; visita à escola do aprendente – 02 horas; aplicação de provas e atividades compondo as sessões avaliativas – 06 horas; serão utilizadas 04 horas de sessões interventivas.

            Anamnese com a mãe para obtenção das informações necessárias para o acompanhamento do aprendente na escola em casa e esclarecimento da proposta de atividades a serem realizadas com o mesmo.

Ao integrar os resultados obtidos durante todo o processo de investigação à queixa inicial podemos entender o que sinaliza o sintoma – um comportamento tímido, desinteresse. E assim, perceber o ser integral possibilita entender o que ele traz em sua superfície, o que ele apresenta como comportamento diferente e que surpreende a escola e a família. A criança em estudo traz um histórico de vida marcado por:

Bom vínculo materno e familiar não apresentado carências quanto ao suprimento de suas necessidades básicas no que diz respeito ao orgânico e psico/afetivo; Um meio familiar e social que possibilitou construções enriquecedoras quanto ao seu conhecimento de mundo;  Construção de baixa auto-estima em relação ao aprendizado acarretando em fracasso escolar;  Falta de adequação pedagógica favorecida por um modelo de aprendizagem limitado ao princípio de acomodação cognitiva, escontextualizado e pautado no estímulo, na dependência e nos recursos básicos da memorização.

Em suma a hipótese diagnóstica evidencia obstáculos que diz respeito à falta de conhecimento de determinados conteúdos que permita ao sujeito novas elaborações do saber. E revela obstáculos relacionados à vinculação afetiva que se estabelece com as situações de aprendizagem, podendo se apresentar de diferentes formas e múltiplas motivações. A criança apresenta uma modalidade de aprendizagem em desequilíbrio quanto aos movimentos de assimilação e acomodação; sintomatizada na hiperacomodação. Visto que evidencia pobreza de contato com o objeto necessitando em todo momento de aprovação e de modelos a serem seguidos.

              Por tanto quanto às recomendações necessárias ao desenvolvimento dessa criança considera-se: - Atividades contextualizadas de escrita e leitura com a utilização de diversos de textos para que a construção das hipóteses lingüísticas possa ser elaborada com segurança; Intervenção psicopedagógica com inclusão de jogos terapêuticos, técnicas projetivas psicopedagógicas que viabilizem a ressignificação das primeiras modalidades de aprendizagem;  substituição da professora a fim de que os vínculos afetivos com os elementos da aprendizagem possam ser estabelecidos;

Realização de um trabalho pedagógico que considere a singularidade do sujeito dentro do grupo e valorize seu conhecimento de mundo, realizado a partir de um planejamento flexível, com objetivos claros e estratégia metodológica criativa e desafiadora que combine os diferentes estilos de aprendizagem: Visual, Auditivo e Sinestésico.

Assim sendo diante dos resultados apresentados se faz necessárias intervenções por um profissional de psicopedagogia, acompanhamento psicológico especializado e fonoaudiológico, mudanças na rotina diária no ambiente familiar e escolar.

 

7. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

Dia 03 de outubro de 2010 – 6h

Idade: a partir dos 7 anos

 

 

Queixa: Dificuldades de: memória, sequência lógica, organização espaço temporal

Consigna: Nas frases que eu vou ler você vai dizer o que não combina.

O aprendente identificou todas as situações de absurdos apresentadas nas

frases lidas pela avaliadora, demonstrando atenção e concentração na atividade também apresentou coerência, bom vocabulário e capacidade de interpretar situações lógicas.

 

Dia 05 de outubro de 2010 – 1h

 

Atividade de fixação do alfabeto

Para a atividade foi preparado um alfabeto relacionando cada uma das letras a uma figura. O aprendente teria que trabalhar as cores por meio da pintura das imagens e associar as figuras às letras do alfabeto

Foi solicitado ao mesmo, leitura na sequência ascendente e descendente, após leitura foi questionado o nome das letras de forma aleatória.

Pode-se se perceber que o mesmo aprendeu de forma mecânica a leitura do alfabeto, pois quando questionado sobre as letras na ordem descendente e aleatório, mesmo contendo as figuras em sua frente, o aprendente não reconheceu grande parte das letras solicitadas.

 

Dia 08 de outubro de 2010 – 1h

Atividade de fixação do nome do aprendente e das vogais.

Tomando como suporte a atividade anterior (alfabeto com imagens) foi trabalhada a escrita do nome do educando. Pedido que observasse as letras que compõe o seu nome e treinasse a escrita do mesmo. Após repetição na folha de apoio e solicitado que o mesmo pegasse uma folha em branco e escrevesse sozinho o seu nome.

Foi verificado que o mesmo ainda não domina completamente a escrita do

seu nome, sendo necessárias atividades que favoreçam o treino do mesmo.

Na atividade de fixação das vogais, percebeu-se que o aprendente consegue identificá-las com ajuda, ou seja, precisa que emitam o som das mesmas repetidamente para reconhecimento das mesmas.

 

 

 

Dia 15 de outubro de 2010 – 1h

 

Atividade de fixação do alfabeto

Neste dia foram desenvolvidas duas atividades para fixação do alfabeto. Na primeira ele teria que escrever a letra inicial de cada figura. Na segunda relacionar as figuras as suas letras iniciais. Nas duas atividades propostas o aprendente apresentou conhecimento parcial do alfabeto, porém também pode ser percebidos avanços no desempenho do mesmo.

Dia 25 de outubro de 2010 – 2h

 

8. DEVOLUTIVA FINAL COM ENCAMINHAMENTOS

Considerando-se as diversas causas que podem interferir no processo ensino-aprendizagem, investigar o ambiente no qual a criança vive e a metodologia abordada nas escolas é importante antes de se traçar o enfoque terapêutico, uma vez que a criança pode não apresentar o distúrbio de aprendizagem, mas apenas não se adaptar ou não conseguir aprender com determinada metodologia utilizada pelo professor, como também a carência de estímulos dentro de casa. Por outro lado, muitas crianças podem não apresentar nenhum fator externo a ela e mesmo assim não conseguir desenvolver plenamente suas habilidades pedagógicas.

O aluno com dificuldade de aprendizagem pode exigir um atendimento variado, incluindo: aulas particulares, aconselhamento profissional especial, desenvolvimento de habilidades básicas, assistência para organizar e desenvolver habilidades de estudo adequadas e/ou atendimento psicopedagógico. Para melhoria no desempenho do aprendente G. E. C. Z algumas recomendações são necessárias: A família deve estabelecer um horário e um local apropriado para estudo do aprendente; As atividades de casa devem ser realizadas diariamente e com acompanhamento, a fim de melhorar o rendimento escolar do aprendente; Nos finais de semana ou outro dia de folga da família deve-se oportunizar atividades de lazer a fim de proporcionar momentos de descontração e socialização do aprendente.

O aprendente deve ter acesso a livros, revistas, compartilhar leituras em casa e na escola; Uso de recursos didáticos atraentes que despertem nas crianças o desejo de aprender. Envolver o aprendente nas atividades que exijam o uso de práticas sociais do uso da escrita como, por exemplo: lista e outros. Solicitar que o pai se faça presente em momentos importantes da vida do aprendente tais como: Reuniões escolares, festas na escola passeios de finais de semana. Acompanhamento fonoaudiológico; Acompanhamento psicológico;

Acompanhamento psicopedagógico.

 

 

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando o importantíssimo papel desempenhado pelo psicopedagogo clínico pude perceber o quanto é valioso fazer o bem ao nosso próximo, ou seja, fazer o bem sem olhar aquém. Intervir na vida do educando  com dificuldades de aprendizagem, estimulando-o  a superar suas limitações e trazendo de volta sua auto-estima,  é uma das recompensas que o dinheiro   jamais poderá   pagar.

Espero que como professora da Educação Especial e agora futura psicopedagoga eu possa mudar a realidade das escolas do meu município pela divulgação da importância do trabalho do psicopedagogo e pela cobrança da inclusão deste profissional no sistema educacional público de nosso município, como funcionaria pública e também no setor privado.

Agora conhecendo, alguns termos fundamentais para atuação dos profissionais em psicopedagogia que  lidam com dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem. Um primeiro termo a considerar é queixa. O que é a queixa? No âmbito psicopedagógico, adotamos o termo queixa por entendermos que qualquer dificuldade de aprendizagem relatada pelo educando, em sala de aula ou no lar, é relevante para o atendimento educacional e a tomada de providências pedagógicas relatado pelo paciente. A queixa discente é, pois, aquela que, na opinião do educando, é a mais importante de todo o seu relato pedagógico e que terminou por levá-lo ao baixo rendimento escolar.

A queixa se constitui um item em separado e importante da anamnese. No âmbito da psicopedagogia clínica, a anamnese refere-se ao histórico que vai desde os sintomas ou queixas iniciais do educando até o momento da observação psicopedagógica clínica, realizado com base  nas lembranças do  educando e nas avaliações de desempenho do aluno. É o registro da evolução de um  educando desde que  observado e diagnosticado com dificuldade de aprendizagem após ter feito exames  psicopedagógicos.

Quando compreendidos o conceito de queixa e o de anamnese, a noção de diagnóstico é imprescindível para o trabalho psicopedagógico, uma vez que os pais, em geral, têm grande expectativa com relação ao que o psicopedagogo irá dar de informação e orientação sobre sua intervenção clínica ou institucional. Assim, o termo é entendido aqui como a fase em que o educador ou gestor pedagógico, procura com a orientação psicopedagógica,  a natureza e a causa da D A (Dificuldade de Aprendizagem). Em sala de aula, o educador pode proceder com um diagnóstico diferencial informal, onde descarta a possibilidade de distúrbios orgânicos que apresentem sintomatologia comum com a dificuldade apresentada pelo  educando.

 A etimologia da palavra diagnóstica revela que a palavra diagnóstica vem do grego diagnóstikós e quer dizer  'capaz de distinguir, de discernir'.
Termos com dislexia, disgrafia e disortografia devem ser bem entendidos pelos psicopedagogos. No caso da dislexia, tanto pode ser compreendido a partir dos aportes teóricos da Medicina ou da Psicolingüística. A dislexia refere-se à perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais. Tem também a acepção de  dificuldade para compreender a leitura, após lesão do sistema nervoso central, apresentada por pessoa que anteriormente sabia ler.
A disgrafia tem uma natureza ou etiologia mais patológica. Na Neurologia, termo refere-se à perturbação da escrita por distúrbios neurológicos.
A disortográfica, no âmbito da  psicolingüística, refere-se à dificuldade no aprendizado e domínio das regras ortográficas, associada à dislexia na ausência de qualquer deficiência intelectual. Sua etimologia: dis- + ortografia.

REFERÊNCIAS:

BALESTRA, Maria Marta. A psicopedagogia em Piaget: uma ponte para a educação da liberdade. Curitiba: Ibpex, 2007. 

BOSSA, Nádia Aparecida; OLIVEIRA, Vera Barros de. Avaliação psicopedagógica da criança de sete a onze anos. Petrópolis: Vozes, 1997.

BARBOSA, L. M. S. Caixa de trabalho uma ação psicopedagógica proposta pela Epistemologia Convergente, in Psicopedagogia e Aprendizagem. Coletânea de reflexões. Curitiba, 2002.

 

BARBOSA, L. M. Intervenção Psicopedagógica no Espaço da Clínica. Curitiba: Ibepex, 2010.

 

BOSSA, N. A. A. Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.

 

FERNÁNDEZ. A. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e da família.Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

 

http://www.scribd.com/doc/15377823/Dificuldade-De-Aprendizagem acessado em 17 de outubro de 2010.

LOPES, Shiderlene V. de A. O processo de avaliação e intervenção em psicopedagogia. Curitiba: IBPEX, 2008.

MIRANDA, M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização:

contribuições da teoria piagetiana. Araraquara, SP: JM Editora, 2000

 

MOOJEN, S. Dificuldades ou transtornos de aprendizagem? In: Rubinstein, E. (Org.). Psicopedagoga: uma prática, diferentes estilos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999. ROTTER, J.Generalized expectancies for internal versus external control of reinforcement. Psychological Monographs, 80 (Whole No. 609), 1966.

 

OLIVEIRA, M.A.C. Psicopedagogia: a instituição em foco. Curitiba, Ibepex,2005.

PAIN,S. Diagnóstco e Tratamento e os Problemas de Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1985.reimp.2008SOUZA, Maria Thereza C. Intervenção psicopedagógica clinica: como e o que planejar. In Sisto, F. (Org.). Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: Vozes, 1996.        

FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA

 

 

ROSIMEIRE MOREIRA QUINTELA –RU419034

 

 

 

RELATÓRIO DE ESTÁGIO PSICOPEDAGÓGICO CLÍNICO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010


ROSIMEIRE MOREIRA QUINTELA –RU419034

 

 

 

 

 

 

 

 

RELATÓRIO DE ESTÁGIO PSICOPEDAGÓGICO CLÍNICO

 

 

 

 

 

Relatório de Estágio Clinica apresentado como requisito parcial para obtenção do titulo de especialista do curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clinica Institucional, da faculdade internacional de Curitiba – Facinter.

Prof.ª Me Mari  Ângela Calderari Oliveira, ou

Prof.ª Liliane Salles

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010

 

FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA

 

 

 

            Relatório Final de Estágio de psicopedagogia Clínica apresentado à Faculdade Internacional de Curitiba - Facinter, como instrumento de avaliação da disciplina de Estágio Supervisionado Clinico: Prática Psicopedagógica, do curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clinica Institucional.

 

 

 

 

Nota:_______________ (    ) A = Aprovado  (    ) R = Reprovado

 

 

 

 

 

 

 

____________________________________

Profº Orientador

Responsável pela Pratica Psicopedagogica

 

 

 

 

 

 

 

 

FOZ DO IGUAÇU

2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prova projetiva

 

 

   

Prova que o aprendente realizou copiando 

 

 

 

Prova pedagogica

 

 

  

 

 

SUMÁRIO

 

 

 

1. APRESENTAÇÃO...............................................................................          13                            

2. INTRODUÇÃO.....................................................................................          14

3. REGISTRO DA QUEIXA.....................................................................          16

4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS E AVALIAÇÃO........           20

5. PARECER DIAGNÓSTICO.................................................................          23

6. INFORME PSICOPEDAGÓGICO........................................................         25

7. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO........................................................          26

8. DEVOLUTIVA FINAL COM ENCAMINHAMENTOS............................          28

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................        29

10. REFERÊNCIAS......................................................................................     30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                               1. APRESENTAÇÃO

Ao Concluir o Estágio Supervisionado de Prática Psicopedagógica Clínica, do curso de pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional – da Faculdade Internacional de Curitiba, tendo em vista a necessidade de uma experiência prática onde se aplicou grande parte dos fundamentos aprendidos ao longo do curso, com os princípios teóricos e metodológicos estudados.

O Estágio Supervisionado foi realizado em uma escola da Rede Particular de ensino - Escola Mundo Encantado – E. M. E.  Localizada à Rua: Gaspar, 375, Bairro Jardim Petrópolis. Esta etapa, que teve a carga horária de 60 horas, deu início no dia 21 de Agosto e terminou no dia 30 de outubro de 2010.

Período de avaliação e números de sessão: Distribuídas da seguinte forma: Orientação para o estágio – 02 horas; Busca do campo de estágio – 02 horas; Anamnese – 01hora; Sessões lúdicas centradas na aprendizagem – 01 hora cada; Visita à escola do aprendente –02 horas; Aplicação de testes e atividades compondo as sessões avaliativas – 05 horas; Devolutiva para a mãe do aprendente – informe psicopedagógico e parecer diagnóstico – 04 horas; Sessões para aplicação de atividades com Intervenções – 01 hora; Análise dos resultados e elaboração de relatório – 06 horas: Devolutiva final com os devidos encaminhamentos – 03 horas; Entrega dos documentos no pólo – 01 hora.

             O relatório é composto da descrição das atividades, das observações e das experiências vivenciadas no período do estágio que foi baseado nas teorias de vários estudiosos como: Jorge Visca, Jean Piaget, Fernandez, Moojen, Bossa, Sara Pain, e outros.  Anexados neste trabalho encontram-se as fichas normatizadoras desse estágio, com as descrições das provas e algumas cópias das atividades aplicadas com o aprendente.

             As atividades de colocar em prática os conhecimentos adquiridos oportunizam aos estagiários o contato com o ambiente de trabalho, e a consciência da importância do trabalho desenvolvido, as interações novas com pessoas diferentes e a possibilidade de entrar no mercado de trabalho com um bom currículo e boas referências.

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   2. INTRODUÇÃO

Dificuldade de aprendizagem é um termo que começou a ser usado na década de 60 e até hoje - na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção das crianças em sala de aula. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que poderá afetar qualquer área do desempenho escolar.

 Na maioria dos casos é o professor o primeiro a identificar que a criança está com alguma dificuldade, mas os pais e demais membros da família devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento da criança.  Segundo especialistas, as crianças com dificuldades de aprendizagem podem apresentar desde cedo um maior atraso no desenvolvimento da fala e dos movimentos do que o considerado “normal”.

Mas os pais têm que ter cuidado para não confundir o desenvolvimento normal com a dificuldade de aprender. Segundo a psicóloga Maura Tavares Rech, especialista em psicoterapia infantil, ela afirma que "toda a criança tem um processo diferente de desenvolvimento - umas aprendem a andar mais cedo, outras falam mais cedo - e isso é absolutamente normal, não existe um 'padrão' de desenvolvimento. Portanto é sempre muito importante que os pais respeitem o desenvolvimento geral da criança. Nesta fase o pediatra torna-se um grande aliado dos pais", diz a psicóloga.

Para Weiss (2000), a prática psicopedagógica deve considerar o sujeito como um ser global, composto pelos aspectos orgânico, cognitivo, afetivo, social e pedagógico.

O aspecto orgânico diz respeito à construção biológica do sujeito, portanto, a dificuldade de aprender de causa orgânica estaria relacionada ao corpo.  O aspecto cognitivo está relacionado ao funcionamento das estruturas cognitivas. Nesse caso, o problema de aprendizagem estaria nas estruturas do pensamento do sujeito. Por exemplo, uma criança estar no estágio pré-operatório e as atividades escolares exigirem que ela esteja no estágio operatório-concreto. O aspecto afetivo diz respeito à afetividade do sujeito e de sua relação com o aprender, com o desejo de aprender, pois o indivíduo pode não conseguir estabelecer um vínculo positivo com a aprendizagem. O aspecto social refere-se à relação do sujeito com a família, com a sociedade, seu contexto social e cultural. E, portanto, um aluno pode não aprender porque apresenta privação cultural em relação ao contexto escolar. Por último, o aspecto pedagógico, que está relacionado à forma como a escola organiza o seu trabalho, ou seja, o método, a avaliação, os conteúdos, a forma de ministrar a aula, entre outros.

Já Pain (1992, p. 32) destaca que, na concepção de Freud, os problemas de aprendizagem não são erros: “... são perturbações produzidas durante a aquisição e não nos mecanismos de conservação e disponibilidade...”; é necessário procurar compreender os problemas de aprendizagem não sobre o que se está fazendo, mas sim sobre como se está fazendo.

 

             Aprendentes com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração. Moojen (1999) afirma que, ao lado do pequeno grupo de crianças que apresenta Transtornos de Aprendizagem decorrente de imaturidade do desenvolvimento, existe um grupo muito maior de crianças que apresenta baixo rendimento escolar em decorrência de fatores isolados ou em interação. As alterações apresentadas por esse contingente maior de alunos poderiam ser designadas como “dificuldades de aprendizagem”. Participariam dessa conceituação os atrasos no desempenho escolar por falta de interesse, perturbação emocional inadequação metodológica ou mudança no padrão de exigência da escola, ou seja, alterações evolutivas normais que foram consideradas no passado como alterações patológicas.

 

Já Pain (1992, p. 32) destaca que, na concepção de Freud, os problemas de aprendizagem não são erros: “... são perturbações produzidas durante a aquisição e não nos mecanismos de conservação e disponibilidade...”; é necessário procurar compreender os problemas de aprendizagem não sobre o que se está fazendo, mas sim sobre como se está fazendo.

             Geralmente quando for relacionado ao um sintoma, o não aprender possui um significado inconsciente; quando relacionado a uma inibição, trata-se de uma retração intelectual do ego, ocorrendo uma diminuição das funções cognitivas que acaba por acarretar os problemas para aprender; três. Fatores orgânicos: relacionados com aspectos do funcionamento anatômico, como o funcionamento dos órgãos dos sentidos e do sistema nervoso central; quatro. Fatores específicos: relacionados às dificuldades específicas do indivíduo, os quais não são passíveis de constatação orgânica, mas que se manifestam na área da linguagem ou na organização temporal e espacial, e outros.

De acordo com Fernández (1991) que também considera as dificuldades de aprendizagem como “fraturas” ou sintomas  no processo de aprendizagem, onde necessariamente estão em jogo quatro níveis: o corpo, a inteligência, o organismo,  e o desejo. As dificuldades para aprender, segundo a autora, seria o resultado da anulação das capacidades e do bloqueamento das possibilidades de aprendizagem de um indivíduo e, a fim de ilustrar essa condição, utiliza o termo inteligência aprisionada. Para a autora, a origem das dificuldades ou problemas de aprendizagem não se relaciona apenas à estrutura individual da criança, mas também à estrutura familiar que a criança está vinculada.  As crianças que apresentam pobre desempenho escolar e atribuem isso à incompetência pessoal apresentam sentimentos de vergonha, dúvidas sobre si.

             Assim sendo mesmo com a auto-estima rebaixada o e distanciamento das demandas da aprendizagem, caracterizando problemas emocionais e comportamentos internalizados. Como é um problema que afeta pouco as pessoas ao seu redor, este comportamento acaba sendo banalizado, sem a devida atenção e importância. A timidez é considerada comportamento internalizado, aqueles expressos “para dentro”, como depressão, medo etc. Aquelas que atribuem os problemas escolares à influência externa de pessoas hostis experimentam sentimentos de raiva, distanciamento das demandas acadêmicas, expressando hostilidade em relação aos outros. Relatam ainda que os sentimentos de frustração, inferioridade, raiva e agressividade diante do fracasso escolar podem resultar também em problemas comportamentais. Esses relatos são próprios e também são observados pela família e pelos profissionais que fazem os atendimentos.

A experiência escolar tem papel crucial na formação das autopercepções das crianças. Com isso, as que possuem dificuldades de aprendizagem apresentam um risco elevado de terem um autoconceito negativo em relação ao seu desempenho na escola. Outro ponto destacado são os problemas de socialização, elas têm menos habilidades sociais que seus colegas sem dificuldades de aprendizagem, e que estas persistem ao longo da vida escolar.

Será necessário que o psicopedagogo tenha um olhar abrangente sobre as causas das dificuldades de aprendizagem, indo além dos problemas biológicos, rompendo assim com a visão simplista dos problemas de aprendizagem, procurando compreender mais profundamente como ocorre este processo de aprender numa abordagem integrada, na qual não se toma apenas um aspecto da pessoa, mas da sua integralidade.

Diante das dificuldades de aprendizagem que apresenta um sujeito, está envolvido também o ensinante. Para isso, o problema de aprendizagem deve ser diagnosticado, prevenido e curado, a partir dos dois personagens e no vínculo. (Fernández, 1991, p. 99). Assim, cabe ao psicopedagogo voltar seu olhar para esses dois sujeitos, ensinante e aprendente, como para os vínculos e a circulação do saber entre os mesmos.

 

 

 

 3. REGISTRO DA QUEIXA

Aprendente: G. E. C. Z.

Queixa: G. E. C. Z está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, estuda no turno vespertino em uma escola da rede particular da cidade de Foz do Iguaçu. A mãe do menino apresentou a seguinte queixa: G. E. C. Z. Tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula, o que tem causado algumas convocações da mesma à escola. Não consegue ler e escrever como um aluno da sua idade faz as atividades com muita lentidão e tem pouco interesse em melhorar a sua aprendizagem, o que o talvez o leve a repetência este ano; o aluno ainda não consegue ler, reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece as noções de direito e esquerdo.

 

4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS E AVALIAÇÃO

Dia 20 de setembro de 2010 – 1h

Foi realizada a Anamnese com a mãe do Aprendente G. E. C. Z para conhecimento da queixa e aquisição de dados que nortearão o possível diagnóstico sobre as dificuldades de aprendizagem do mesmo. Na coleta das informações foram levadas em consideração as etapas do desenvolvimento do aprendente desde a gravidez até o estágio atual, bem como os aspectos sociais, sobre as doenças na infância, linguagem, vida escolar, sexualidade e outros que surgiram no decorrer da entrevista.

 

I – DADOS DO AVALIANDO

 

Nome: G. E. C. Z.

 

Data de Nascimento: 

 

Idade na Avaliação: 7 anos  

 

Estabelecimento Ensino: E. M. E.

 

Série: 1° ano

Turno: Vespertino

Escola: Mundo Encantado

Telefone: (45) 35247762

Endereço (da escola): Rua Gaspar nº 375                                                                                                                          

Pai: G. C

Idade: 48 anos

Profissão: Comerciante

Nacionalidade: Chileno

Mãe: R. Z.

Idade: 45 anos

Profissão: do lar

Nacionalidade: Brasileira

Endereço: Rua: Jundiaí

Bairro: Jardim Estrela
Indicação do tratamento: coordenadora pedagógica da escola
Indicação do nome do profissional: Faculdade Internacional de Curitiba – estagiária

 

Relatório de Anamnese

 No dia 20/09/2010, foi realizada a anamnese do aprendente G. E. S. Z. Com intuito de coletar informações sobre os seguintes aspectos: antecedentes familiares, desenvolvimento infantil, desenvolvimento sócio-afetivo e de conduta, das atividades realizadas diariamente e a queixa.

G. E. S. Z. Nasceu em setembro de 2002, filho de: R. C e G. Z. É residente à Rua Jundiaí – Bairro Jardim Estrela, Bairro Residencial de Classe Média da Cidade de Foz do Iguaçu – Pr.

Em relação à convivência familiar do aprendente, ele reside com a mãe, o pai e os irmãos. A queixa apresentada pela mãe do aprendente é que G. E. C. Z tem sete anos, e está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, mas ainda na sabe ler, escreve com dificulde, fala pouco e tem apresentado comportamento de calmaria, muito tímido na sala de aula o que tem causado algumas convocações da mesma à escola.

O apredente não consegue fazer as atividades no mesmo ritmo dos colegas e tem desinteresse em aprender a ler o que talvez o leve a reprovação este ano; o aluno ainda não consegue ler, mais reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece noções de direito esquerdo. O aprendente cursou a educação infantil o pré-escolar II, e III, só agora no 1° ano apresenta baixo rendimento escolar. Ainda desconheço a causa. Imagino que talvez seja porque ele demorou a falar, mas com o outro aconteceu o mesmo, ou seja, também demorou a falar, mas nunca demonstrou problema de aprendizagem.  A família até o momento não havia procurado acompanhamento especializado para verificação do caso e possível tratamento. Relatou a mãe.

                         Quanto à sociabilidade do aprendente ele possui amigos com faixa etária entre cinco e 10 anos, mas tem preferência por amigos mais novos. Apresenta um perfil de tímido com os adultos. Em relação à sexualidade, o aprendente manifesta muita curiosidade, pensa em namoro e até em casamento, comentou sobre casar e ter uma menina. Disse que já teve uma namorada muito bonita e também gorda como a estagiaria, sempre teve boa saúde física não existindo relatos de doenças de infância até o momento. Durante sua gestação, ocorreu tudo bem entre seus pais. Não houve problemas no parto e nem pós - natal com a criança, porém o mesmo demorou em mamar 08 dias devido à falta de leite da mãe, houve uma solicitação do médico para ela continuar tentando até o leite descer e receitou uma medicação que seria ingerida pela mãe para que pudesse amamentar o seu filho no peito.

Teve um bom desenvolvimento motor quando pequeno e sempre se alimentou bem. Não apresenta dificuldades no sono. Dorme dividindo espaço com o irmão de 10anos no mesmo quarto, a mãe e o pai dorme no quarto a o lado. Começou a freqüentar a escola aos quatro anos cursando o Pré-escolar II, ficou um tempo sem estudar estava morando no Rio de Janeiro e as escolas ficavam longe retornou esse ano no 1º ano com sete anos. Apresenta dificuldade na leitura e escrita das letras, porém os números reconhece, reconhece as cores básicas e reconhece as noções de direito e esquerdo associando a mão que escreve. Apresenta comportamento de lentidão e timidez na escola e em casa.

No relato, a mãe também diz que tem um filho de 09 anos que está na 4ª série, mas que até o momento tem um ótimo desempenho escolar nunca tirou nota baixa e consegue ajudar o irmão nas tarefas escolares como ler. E também tem uma irmã de 11 na 5ª série. E prossegui falando do G. E. S. Z ele só começou a falar de uma forma que outras pessoas pudessem entender, depois dos quatro anos. Até o momento ele não consegue pronunciar o /r/ e tem dificuldades para pronunciar palavras com mais de três sílabas. Meu filho freqüenta a educação infantil desde os quatro anos, como já mencionei tem um irmão de 09 anos que não apresentou essas dificuldades, sempre teve acesso a um ambiente que privilegiou a leitura.

             Também aos três anos o levei a uma consulta medica com o atendimento fonoaudiológico. Não tem problemas auditivos, neurológicos ou visuais. Na escola que freqüenta embora ele não esteja atingido os objetivos do primeiro ano, optou-se para que ela continuasse na série porque se verificou que houve avanço no aprendizado dele e pela questão afetiva, o bom relacionamento com a turma. Quando disseram que ele tinha problemas de aprendizagens fiquei muito triste relatou a mãe de G. E. S. Z.  Estou muito angustiada o que me leva a buscar ajuda e ter vindo participar do seu estágio, e peço desculpas  por estar ocupando muito o seu precioso tempo. Tenho um pouco de medo de rótulos, principalmente aqueles que estão na moda e atribuem toda dificuldade de aprendizagem ao fato da criança ser lenta na escola, como estão sugerindo e empurrando Ritalina aos filhos de algumas amigas minhas o que acho um absurdo a criança já e calma e toma medicamento para ficar mais calma ainda, tenho muito receio que isso aconteça comigo.

             Relatou também que o seu esposo estava viajando para o Chile em uma missão e que o garoto sente muita falta do pai. E que ela está passando por sérios problemas de saúde há pouco tempo sofreu um acidente e quebrou a perna o que dificulta a participar mais de perto das atividades escolares de seu filho, no momento essa  tarefa foi atribuída ao filho mais velho, ou seja, ao irmão.

Dia 22 de setembro de 2010 – 1h

Sessão Lúdica

O aprendente chegou à escola e foi direto a sala de maneira lúdica. Lá se encontrava dispostos materiais de uso escolar como lápis, papéis, lápis de cor, pincéis hidrocores, tinta guache, massa de modelar, e outros. Havia também brinquedos de montar (de encaixe plástico e quebra- cabeça), jogos como dama, xadrez, dominó, miniaturas de utilidades domésticas, de animais...

 No primeiro momento ele ficou meio parado olhando e ao mesmo tempo fascinado pelos materiais expostos. Apesar do encantamento demorou de tocar nos mesmos.  Foi perguntado ao aprendente o que ele gostava de fazer, quais materiais ele gostaria de usar. Ele respondeu que gostaria de pegar lápis preto, papel e de cor branca para desenhar. Pois adora desenhar as pessoas da família.

              O desenho feito pelo aprendente foi espontâneo, o mesmo quis seguir um modelo que gosta de desenhar em casa, ele no jardim com um regador falou que ganhou  da tia da escolinha – desenhou de lápis preto e pediu para tirar foto é o preferido do dele. Ele fez comentários de quem ganhou o desenho, no dia das crianças.

Durante no momento da execução da atividade verificou-se a falta de tempo para lazer, queria usar o lápis para desenhar em todas as folhas. Que estavam ao seu alcance, pedia posso brincar mais um pouco; Também apresentou sinal característico de disgrafia como traços irregulares muito fortes que quase furava o papel.

No decorrer da sessão tocou em vários os objetos à mostra, utilizou poucos; manteve uma estrutura bem organizada da atividade, principalmente quanto à pintura, pois não deixava uma parte que estava pintando por outra. Manteve-se concentrado ao realizar a atividade, trabalhou calado e não solicitou a participação da estagiária. Guardou todos os materiais voluntariamente, como estavam. Expressou que queria levar o desenho para casa para mostrá-lo à mãe e o pai.

Dia 24 de setembro de – 1h

Sessão Lúdica

O aprendente mostrou-se curioso e estava bem à vontade para conversar. Foi pedido ao aprendente que o mesmo escolhesse um material para demonstrar o que sabe. Logo se manifestou para escolher vários jogos. A estagiaria sugeriu que começasse por um e mostrou um quebra-cabeça e perguntou se ele sabia o que era e para que servia. O jogo era desconhecido para ele, mas expressou que queria montá-lo. O brinquedo era composto de 20 peças de tamanho médio e adequado para crianças a partir de 5 anos. O aprendente conseguiu encontrar as peças para montar na caixa, e montou, demorou um pouco.

No percurso da atividade demonstrou paciência, ânimo. Foi olhando para a figura que estava sendo formada, combinando as cores e quando elas estavam Corretas e que se encaixavam perfeitamente. Apesar de demorar um pouco ele concluiu a montagem sem ajuda da estagiária. Embora tendo demorado na realização da atividade, ao final relatou que gostou de vê-la realizada e que queria realizar outra vez.

 

 

 

 

Dia 26 de setembro de 2010 – 1h

 

Foi à visita na escola para observação da rotina escolar do aprendente.

O aluno chega à escola bem arrumado e acompanhado pelo irmão. Guardou o material na sala e dirigiu-se a área de estar onde ocorre diariamente uma acolhida coletiva. O aprendente demonstra entusiasmo por estar na escola, procura sentar- se nas primeiras carteiras da sala com pouco contato com os demais. Sempre traz de casa a atividade e participa da correção da mesma, sempre muito calmo, só fala se a professora solicitar. Como ainda não consegue ler, faz as atividades bem devagar e às vezes não consegue concluí-las por já está na hora de ir para casa. Fica muito triste, mas não fala nada a respeito da tarefa. Ele pouco brinca só quando a professora sai da sala para o pátio.

Verificou-se que o mesmo apresenta características de disgrafia Em relação à escrita, manifestando lentidão ao escrever, letra ilegível, escrita desorganizada, traços fortes, porem tem organização geral da folha possui orientação espacial, organização de texto, pois observa a margem. O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras é regular e liga as letras de forma adequada e com os espaçamentos.

No recreio lancha um pouco afastado dos colegas, brinca de correr e no balanço.  Têm brincadeiras comuns as crianças da sua idade. Demora a retornar a turma, sendo necessário chamá-lo ou buscá-lo para a sala, fica distraído brincando. O aprendente demonstra um grande afeto pela professora e os colegas. Disse ainda que gosta  da escola,  de estudar e que gosta mais ainda de desenhar.

 

Dia 27 setembro 2010 – 1h

 

Atividade com pintura para reconhecimento das cores.

Idade: a partir dos cinco anos

Queixa: Dificuldade em percepção, proporcionalidade do desenho, riqueza de detalhes, classificação de cores, concentração e atenção.

Foi trabalhado o reconhecimento das cores com lápis de cores e tinta guache relacionando-as aos objetos expostos na mesa.

                      Nessa atividade o aprendente completou corretamente as figuras e pintou as imagens relacionando-as com a cor de cada objeto exposto na mesa. Durante a execução da atividade demonstrou está muito feliz com os resultados obtidos.

 

Dia 29 de setembro de 2010 – 1h

 Provas Piagetianas

 Essa sessão teve como objetivo a investigação das estruturas cognitivas, foi utilizado às provas operatórias com o aprendente para analisar em que medida as informações obtidas, permitiriam complementar o diagnóstico.

 

A) Prova utilizada - Conservação da quantidade de matéria

Consigna: Qual será que  tem mais massa?

             Na frente do aprendente foram colocadas duas barras de massa de modelar de cores diferentes. Perguntado se elas eram iguais em relação à quantidade de massa. Após confirmação da resposta, foi questionado se uma delas estivesse à forma de bolinha, qual delas teria mais massa. O aprendente apresentou grau de construção operatória em Nível dois: As respostas apresentaram, instabilidade e são completas. Definiu a quantidade exata e mencionou que a bola só ficou com a forma de diferente, mas a massa era a mesma chegando até mesmo a dizer que a bolinha tinha a mesma massa que ele não viu colocar mais massa.

B) Prova utilizada - Prova de conservação de pequenos conjuntos discretos de

Elementos.

Consiga: Onde tem mais fichas?

 

 

                             Essa é uma prova onde se estuda a possibilidade de conservação da equivalência numérica com quantidades discretas, apesar das transformações de configuração que efetuam, fazendo previsão de uma correspondência termo a termo.  Ao realizar a prova o aprendente apresentou grau de construção operatória em Nível três, ou seja, ele atingiu o nível operatório no domínio testado.

 

D) Prova utilizada – Prova de conservação da quantidade de líquido.

Consigna: Onde tem mais líquido (suco)?

Prova clássica de despejo de líquido. Nela, se investigará o grau de conservação com um material físico contínuo em suas distintas variáveis.

 

              As ações para realização da prova aconteceram diante do aprendente. Mesmo ele confirmando que na ação inicial onde se tinha dois recipientes iguais com suco havia a mesma quantidade de suco. Quando acontecia a transferência para recipientes de formas diferentes: copo longo e fino / fundo e grosso) ele mostrava que os dois tinham a mesma quantidade de demonstrando que tem total domínio quanto à conservação de quantidade de líquidos.

 

 

5. PARECER DIAGNÓSTICO

 

Relatório de Atendimento Psicopedagógico

 

              G. E. C. Z, nascido em setembro de 2002, filho de G. Z e R. Z foi encaminhado para tratamento fonoaudiológico, solicitada pela coordenação pedagógica em função da seguinte queixa: G. E. C. Z tem sete anos e 10 meses, está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, estuda no turno vespertino em uma escola da rede particular da cidade de Foz do Iguaçu, tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula o que tem causado algumas convocações da mesma à escola. Não consegue ler e escrever como um aluno da sua idade fazer as atividades com muita lentidão e não tem interesse em melhorar a sua aprendizagem, o que o talvez o leve a repetência este ano; o aluno ainda não consegue ler, reconhece os numerais, identifica as cores e reconhece as noções de direito e esquerdo.

 

 

 

 

             Foi percebido que o aprendente tem dificuldades de aprendizagem agora quando o mesmo já este cursando o 1° ano, pois quase todas as crianças ao final do ano já estão lendo ou quase lendo e o mesmo ainda não consegue identificar algumas letras do alfabeto, e não consegue escrever o seu nome corretamente.

 Para formulação do diagnóstico foram utilizados os seguintes instrumentos avaliativos: anamnese com a mãe, três sessões lúdicas, visita a escola do aprendente, aplicação de algumas provas de discriminação visual, auditiva, prova de esquema corporal e de lateralidade, atividade de coordenação motora fina, de reconhecimento das cores e aplicação das provas operatórias piagetianas.

 Após a análise dos dados obtidos durante o processo de investigação foi possível constatar que o aprendente apresenta dificuldades de aprendizagem, na leitura e na escrita, tem boa memória auditiva, atenção, comportamento calmo e tímido. Observando as áreas específicas que compõem o ser em sua totalidade, foi identificado que:

 Em relação à área cognitiva não apresentou alterações, tem atenção, memória, concentração, conceito de número, pois reconhece os numerais, tem defasagem quanto à competência lingüística, não identificando as consoantes. Demonstrou os conceitos direito e esquerdo fazendo a associação dos lados quando é lhe perguntado com qual mão escreve. O aprendente também identifica as cores básicas.

                         No nível emocional foram percebidos sentimentos de ausência do pai, e baixa autoestima. O aprendente durante uma das sessões onde foi perguntado por que ele não quer aprender escrever; argumentou que queria escrever no computador.  Expressou que gosta da escola, da professora, dos colegas de turma. Pois tem um bom vínculo com a professora.

             Sobre o aspecto pedagógico apresenta uma modalidade de aprendizagem de dependência.  Toma pouca iniciativa, e precisa ser conduzido nas suas produções, bem como necessita de incentivo constante no trabalho que realiza. Esse comportamento representa ser o fruto da defasagem no seu processo de conhecimento, apresenta um comportamento expresso pelo desinteresse à leitura e a escrita. Também foram identificadas características disgrafias nas atividades realizadas pelo aprendente.

 

 

 

 

6. INFORME PSICOPEDAGÓGICO

  G. E. C. Z, nascido em setembro de 2002, filho de G. Z e R. Z foi encaminhado para avaliação pela coordenação pedagógica o encaminhamento psicopedagogico partiu da queixa: G. E. C. Z tem sete anos e 10 meses, está cursando o 1° ano do Ensino Fundamental, tem apresentado comportamento de timidez na sala de aula.  Atende às regras, mas é desinteressado pelas atividades escolares e tem limitações quanto ao domínio dos conteúdos curriculares.

  A avaliação se deu no período de 21/08/10, com a realização de doze sessões com duração média de 60 minutos totalizando 12 horas de análise diagnóstica. Na execução do diagnóstico foram realizadas sessões distribuídas da seguinte forma: Anamnese com a mãe do aprendente – 02 horas; sessões lúdicas centradas na aprendizagem – 02 horas; visita à escola do aprendente – 02 horas; aplicação de provas e atividades compondo as sessões avaliativas – 06 horas; serão utilizadas 04 horas de sessões interventivas.

            Anamnese com a mãe para obtenção das informações necessárias para o acompanhamento do aprendente na escola em casa e esclarecimento da proposta de atividades a serem realizadas com o mesmo.

Ao integrar os resultados obtidos durante todo o processo de investigação à queixa inicial podemos entender o que sinaliza o sintoma – um comportamento tímido, desinteresse. E assim, perceber o ser integral possibilita entender o que ele traz em sua superfície, o que ele apresenta como comportamento diferente e que surpreende a escola e a família. A criança em estudo traz um histórico de vida marcado por:

Bom vínculo materno e familiar não apresentado carências quanto ao suprimento de suas necessidades básicas no que diz respeito ao orgânico e psico/afetivo; Um meio familiar e social que possibilitou construções enriquecedoras quanto ao seu conhecimento de mundo;  Construção de baixa auto-estima em relação ao aprendizado acarretando em fracasso escolar;  Falta de adequação pedagógica favorecida por um modelo de aprendizagem limitado ao princípio de acomodação cognitiva, escontextualizado e pautado no estímulo, na dependência e nos recursos básicos da memorização.

Em suma a hipótese diagnóstica evidencia obstáculos que diz respeito à falta de conhecimento de determinados conteúdos que permita ao sujeito novas elaborações do saber. E revela obstáculos relacionados à vinculação afetiva que se estabelece com as situações de aprendizagem, podendo se apresentar de diferentes formas e múltiplas motivações. A criança apresenta uma modalidade de aprendizagem em desequilíbrio quanto aos movimentos de assimilação e acomodação; sintomatizada na hiperacomodação. Visto que evidencia pobreza de contato com o objeto necessitando em todo momento de aprovação e de modelos a serem seguidos.

              Por tanto quanto às recomendações necessárias ao desenvolvimento dessa criança considera-se: - Atividades contextualizadas de escrita e leitura com a utilização de diversos de textos para que a construção das hipóteses lingüísticas possa ser elaborada com segurança; Intervenção psicopedagógica com inclusão de jogos terapêuticos, técnicas projetivas psicopedagógicas que viabilizem a ressignificação das primeiras modalidades de aprendizagem;  substituição da professora a fim de que os vínculos afetivos com os elementos da aprendizagem possam ser estabelecidos;

Realização de um trabalho pedagógico que considere a singularidade do sujeito dentro do grupo e valorize seu conhecimento de mundo, realizado a partir de um planejamento flexível, com objetivos claros e estratégia metodológica criativa e desafiadora que combine os diferentes estilos de aprendizagem: Visual, Auditivo e Sinestésico.

Assim sendo diante dos resultados apresentados se faz necessárias intervenções por um profissional de psicopedagogia, acompanhamento psicológico especializado e fonoaudiológico, mudanças na rotina diária no ambiente familiar e escolar.

 

7. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

Dia 03 de outubro de 2010 – 6h

Idade: a partir dos 7 anos

 

 

Queixa: Dificuldades de: memória, sequência lógica, organização espaço temporal

Consigna: Nas frases que eu vou ler você vai dizer o que não combina.

O aprendente identificou todas as situações de absurdos apresentadas nas

frases lidas pela avaliadora, demonstrando atenção e concentração na atividade também apresentou coerência, bom vocabulário e capacidade de interpretar situações lógicas.

 

Dia 05 de outubro de 2010 – 1h

 

Atividade de fixação do alfabeto

Para a atividade foi preparado um alfabeto relacionando cada uma das letras a uma figura. O aprendente teria que trabalhar as cores por meio da pintura das imagens e associar as figuras às letras do alfabeto

Foi solicitado ao mesmo, leitura na sequência ascendente e descendente, após leitura foi questionado o nome das letras de forma aleatória.

Pode-se se perceber que o mesmo aprendeu de forma mecânica a leitura do alfabeto, pois quando questionado sobre as letras na ordem descendente e aleatório, mesmo contendo as figuras em sua frente, o aprendente não reconheceu grande parte das letras solicitadas.

 

Dia 08 de outubro de 2010 – 1h

Atividade de fixação do nome do aprendente e das vogais.

Tomando como suporte a atividade anterior (alfabeto com imagens) foi trabalhada a escrita do nome do educando. Pedido que observasse as letras que compõe o seu nome e treinasse a escrita do mesmo. Após repetição na folha de apoio e solicitado que o mesmo pegasse uma folha em branco e escrevesse sozinho o seu nome.

Foi verificado que o mesmo ainda não domina completamente a escrita do

seu nome, sendo necessárias atividades que favoreçam o treino do mesmo.

Na atividade de fixação das vogais, percebeu-se que o aprendente consegue identificá-las com ajuda, ou seja, precisa que emitam o som das mesmas repetidamente para reconhecimento das mesmas.

 

 

 

Dia 15 de outubro de 2010 – 1h

 

Atividade de fixação do alfabeto

Neste dia foram desenvolvidas duas atividades para fixação do alfabeto. Na primeira ele teria que escrever a letra inicial de cada figura. Na segunda relacionar as figuras as suas letras iniciais. Nas duas atividades propostas o aprendente apresentou conhecimento parcial do alfabeto, porém também pode ser percebidos avanços no desempenho do mesmo.

Dia 25 de outubro de 2010 – 2h

 

8. DEVOLUTIVA FINAL COM ENCAMINHAMENTOS

Considerando-se as diversas causas que podem interferir no processo ensino-aprendizagem, investigar o ambiente no qual a criança vive e a metodologia abordada nas escolas é importante antes de se traçar o enfoque terapêutico, uma vez que a criança pode não apresentar o distúrbio de aprendizagem, mas apenas não se adaptar ou não conseguir aprender com determinada metodologia utilizada pelo professor, como também a carência de estímulos dentro de casa. Por outro lado, muitas crianças podem não apresentar nenhum fator externo a ela e mesmo assim não conseguir desenvolver plenamente suas habilidades pedagógicas.

O aluno com dificuldade de aprendizagem pode exigir um atendimento variado, incluindo: aulas particulares, aconselhamento profissional especial, desenvolvimento de habilidades básicas, assistência para organizar e desenvolver habilidades de estudo adequadas e/ou atendimento psicopedagógico. Para melhoria no desempenho do aprendente G. E. C. Z algumas recomendações são necessárias: A família deve estabelecer um horário e um local apropriado para estudo do aprendente; As atividades de casa devem ser realizadas diariamente e com acompanhamento, a fim de melhorar o rendimento escolar do aprendente; Nos finais de semana ou outro dia de folga da família deve-se oportunizar atividades de lazer a fim de proporcionar momentos de descontração e socialização do aprendente.

O aprendente deve ter acesso a livros, revistas, compartilhar leituras em casa e na escola; Uso de recursos didáticos atraentes que despertem nas crianças o desejo de aprender. Envolver o aprendente nas atividades que exijam o uso de práticas sociais do uso da escrita como, por exemplo: lista e outros. Solicitar que o pai se faça presente em momentos importantes da vida do aprendente tais como: Reuniões escolares, festas na escola passeios de finais de semana. Acompanhamento fonoaudiológico; Acompanhamento psicológico;

Acompanhamento psicopedagógico.

 

 

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando o importantíssimo papel desempenhado pelo psicopedagogo clínico pude perceber o quanto é valioso fazer o bem ao nosso próximo, ou seja, fazer o bem sem olhar aquém. Intervir na vida do educando  com dificuldades de aprendizagem, estimulando-o  a superar suas limitações e trazendo de volta sua auto-estima,  é uma das recompensas que o dinheiro   jamais poderá   pagar.

Espero que como professora da Educação Especial e agora futura psicopedagoga eu possa mudar a realidade das escolas do meu município pela divulgação da importância do trabalho do psicopedagogo e pela cobrança da inclusão deste profissional no sistema educacional público de nosso município, como funcionaria pública e também no setor privado.

Agora conhecendo, alguns termos fundamentais para atuação dos profissionais em psicopedagogia que  lidam com dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem. Um primeiro termo a considerar é queixa. O que é a queixa? No âmbito psicopedagógico, adotamos o termo queixa por entendermos que qualquer dificuldade de aprendizagem relatada pelo educando, em sala de aula ou no lar, é relevante para o atendimento educacional e a tomada de providências pedagógicas relatado pelo paciente. A queixa discente é, pois, aquela que, na opinião do educando, é a mais importante de todo o seu relato pedagógico e que terminou por levá-lo ao baixo rendimento escolar.

A queixa se constitui um item em separado e importante da anamnese. No âmbito da psicopedagogia clínica, a anamnese refere-se ao histórico que vai desde os sintomas ou queixas iniciais do educando até o momento da observação psicopedagógica clínica, realizado com base  nas lembranças do  educando e nas avaliações de desempenho do aluno. É o registro da evolução de um  educando desde que  observado e diagnosticado com dificuldade de aprendizagem após ter feito exames  psicopedagógicos.

Quando compreendidos o conceito de queixa e o de anamnese, a noção de diagnóstico é imprescindível para o trabalho psicopedagógico, uma vez que os pais, em geral, têm grande expectativa com relação ao que o psicopedagogo irá dar de informação e orientação sobre sua intervenção clínica ou institucional. Assim, o termo é entendido aqui como a fase em que o educador ou gestor pedagógico, procura com a orientação psicopedagógica,  a natureza e a causa da D A (Dificuldade de Aprendizagem). Em sala de aula, o educador pode proceder com um diagnóstico diferencial informal, onde descarta a possibilidade de distúrbios orgânicos que apresentem sintomatologia comum com a dificuldade apresentada pelo  educando.

 A etimologia da palavra diagnóstica revela que a palavra diagnóstica vem do grego diagnóstikós e quer dizer  'capaz de distinguir, de discernir'.
Termos com dislexia, disgrafia e disortografia devem ser bem entendidos pelos psicopedagogos. No caso da dislexia, tanto pode ser compreendido a partir dos aportes teóricos da Medicina ou da Psicolingüística. A dislexia refere-se à perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais. Tem também a acepção de  dificuldade para compreender a leitura, após lesão do sistema nervoso central, apresentada por pessoa que anteriormente sabia ler.
A disgrafia tem uma natureza ou etiologia mais patológica. Na Neurologia, termo refere-se à perturbação da escrita por distúrbios neurológicos.
A disortográfica, no âmbito da  psicolingüística, refere-se à dificuldade no aprendizado e domínio das regras ortográficas, associada à dislexia na ausência de qualquer deficiência intelectual. Sua etimologia: dis- + ortografia.

REFERÊNCIAS:

BALESTRA, Maria Marta. A psicopedagogia em Piaget: uma ponte para a educação da liberdade. Curitiba: Ibpex, 2007. 

BOSSA, Nádia Aparecida; OLIVEIRA, Vera Barros de. Avaliação psicopedagógica da criança de sete a onze anos. Petrópolis: Vozes, 1997.

BARBOSA, L. M. S. Caixa de trabalho uma ação psicopedagógica proposta pela Epistemologia Convergente, in Psicopedagogia e Aprendizagem. Coletânea de reflexões. Curitiba, 2002.

 

BARBOSA, L. M. Intervenção Psicopedagógica no Espaço da Clínica. Curitiba: Ibepex, 2010.

 

BOSSA, N. A. A. Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.

 

FERNÁNDEZ. A. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e da família.Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

 

http://www.scribd.com/doc/15377823/Dificuldade-De-Aprendizagem acessado em 17 de outubro de 2010.

LOPES, Shiderlene V. de A. O processo de avaliação e intervenção em psicopedagogia. Curitiba: IBPEX, 2008.

MIRANDA, M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização:

contribuições da teoria piagetiana. Araraquara, SP: JM Editora, 2000

 

MOOJEN, S. Dificuldades ou transtornos de aprendizagem? In: Rubinstein, E. (Org.). Psicopedagoga: uma prática, diferentes estilos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999. ROTTER, J.Generalized expectancies for internal versus external control of reinforcement. Psychological Monographs, 80 (Whole No. 609), 1966.

 

OLIVEIRA, M.A.C. Psicopedagogia: a instituição em foco. Curitiba, Ibepex,2005.

PAIN,S. Diagnóstco e Tratamento e os Problemas de Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1985.reimp.2008SOUZA, Maria Thereza C. Intervenção psicopedagógica clinica: como e o que planejar. In Sisto, F. (Org.). Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: Vozes, 1996.        

Por favor, aguarde enquanto preparamos sugestões de leitura para você...

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